Educação e sustentabilidade:  Presente e Futuro

Educação e sustentabilidade: Presente e Futuro

Escola Lourenço Castanho

20 Janeiro 2016 | 08h30

04A sustentabilidade já é parte da vida das empresas há alguns anos. Basta uma rápida visita aos seus sites para notarmos que ser sustentável tem se tornado um grande diferencial e, ao mesmo tempo, um bom negócio.
A preocupação com a sustentabilidade, entretanto, não está restrita ao mundo corporativo. O investimento na formação dos chamados “líderes sustentáveis” pelas universidades tem crescido mundialmente a cada ano. O objetivo desse movimento é preparar os fut
uros profissionais para uma nova forma de pensar e agir, que atenda às demandas de um novo modelo de civilização que se estabelece.
Nesse contexto, se considerarmos todos os novos preceitos e habilidades necessárias aos líderes do presente e do futuro, notamos claramente a necessidade de compreender o mundo de forma integrada, onde economia, ambiente, sociedade e cultura estão sempre intimamente interligados.
Pensar em sustentabilidade é pensar em conexões e como elas se estabelecem e se influenciam no presente e para o futuro. Esse exercício é fundamental, pois desperta um sentimento de pertencimento e responsabilidade com o futuro da sociedade e do planeta como um todo.
Dentro dessa nova realidade, fica evidente o papel da educação na formação de um indivíduo com uma visão mais ampla do mundo e de seus processos, e que se torne agente responsável por transformações que levem em conta sempre o bem coletivo. Apesar de todo seu potencial, ainda são raras as iniciativas de desenvolvimento de um trabalho sistemático em sustentabilidade na Educação Básica.
A inserção da sustentabilidade no currículo da Educação Básica permite colocar o estudante na posição de protagonista, levando-o a buscar soluções para problemas individuais e coletivos. Nesse contexto, a escola passa a ser um microcosmo da sociedade, ou seja, uma pequena representação do real, onde o respeito à diversidade, a valorização de diferentes pontos de vista, a capacidade de resolver conflitos de forma pacífica, a participação na busca por soluções para problemas reais, a iniciativa empreendedora, etc., são habilidades fundamentais que serão levadas e valorizadas por toda a vida como forma de construir uma sociedade verdadeiramente democrática.
Considerando o exemplo específico da Lourenço Castanho, pudemos testemunhar nos últimos anos iniciativas importantes, porém isoladas, de desenvolvimento de projetos, cursos e oficinas que tinham como objetivo trabalhar com o tema da sustentabilidade de forma mais explícita.
Esse movimento de diferentes professores despertou o interesse da instituição pelo tema, o que culminou, há cerca de 2 anos, na criação do Núcleo de Educação e Pesquisa para a Sustentabilidade (NEPS), que tem como objetivo criar e também aglutinar diferentes iniciativas já existentes dentro das unidades da escola.
Esse movimento, ainda pioneiro nas grandes escolas, simboliza o sonho de uma sociedade mais justa construída por cidadãos iniciados e educados dentro dos princípios da sustentabilidade, e isso só será verdadeiramente possível por meio da cumplicidade e do diálogo de toda a comunidade escolar e, em maior escala, de toda a sociedade.
Sendo assim, convidamos todos a compartilharem conosco esse desafio, não somente na escola, mas em todos os momentos da vida, pois todas as escolhas, todas as decisões, mesmo as aparentemente insignificantes, afetam o destino de toda humanidade e do planeta.

Por :
Daniela Coccaro (coordenadora do NEPS e professora de Química do EM)
Edson Grandisoli (assessor em Educação e Sustentabilidade)