Depoimento da ex-aluna da Lourenço Castanho e atual aluna da Psicologia da PUC-SP, Bárbara Bim, sobre o IX Congresso ICLOC de Práticas na Sala de Aula.

Escola Lourenço Castanho

06 Junho 2017 | 15h11

Educadores apresentando suas criações para outros educadores, inspirando novas possibilidades, incentivando a reflexão e revelando a busca pela excelência no oficio docente. Se fosse possível resumir em uma frase o que se viu no Mackenzie, no dia 27 de maio, essa seria ela.

Acredito que um problema que tem acompanhado a educação brasileira desde sempre é a fraca formação dos professores, que se dá especialmente em virtude dos currículos presentes nas faculdades serem insuficientes para preparar os profissionais para atuarem nas salas de aula.

Paulo Freire acreditava que “ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si…” Imagino que o trabalho do professor deva ser muito solitário, uma vez que, apesar da presença dos alunos, o professor, ao fechar a porta da sala de aula, não tem a oportunidade de trocar ideias, conversar sobre as atividades, trocar, compartilhar.

No Congresso ICLOC de Práticas na Sala de Aula, no entanto, essa solidão se desfaz. É um evento que permite aos educadores a interatividade, a oportunidade de compartilhamento, a junção da teoria com a prática. A solidão do fazer pedagógico se desfaz e os professores encontram nele a oportunidade de esperar, literalmente, de portas abertas, os seus colegas de profissão, para que juntos seja possível trocar conhecimento, o bem mais valioso de todo educador. Trabalhando em conjunto, professores ensinam e aprendem, e tornam-se cada vez mais completos.


Entendo que o Congresso ICLOC passou, ao longo desses anos, a ocupar um papel excepcional na formação dos professores, demonstrando que, com boas ideias, sempre é possível ajudar, sempre há espaço para fazer mais.

Quando vemos que, na sua nona edição, o Congresso ICLOC reuniu quase mil trabalhos, verificamos que existem tendências, mais ainda, existem preocupações, que devem ser consideradas, que apontam para demandas que estão surgindo, possibilidades educativas que poderão ser transformadoras.

Esse espírito educador, que profissionais apaixonados e competentes insistem em preservar e reafirmar deve ser cada vez mais incentivado, pois somente assim será possível atingir a qualidade na educação, que tanto desejamos ter em nosso país.

A cada Congresso do qual participo tenho mais certeza de que é essa a minha vocação. Meu futuro pertence à educação. O sentimento de saber que, de alguma forma, estarei contribuindo com esse processo, participando dessas transformações, fazendo a minha parte e vivenciando isso tudo junto a educadores apaixonados, me faz crescer a cada dia.

É imenso o aprendizado que adquiri com as atividades que o Congresso ICLOC vem me proporcionando, ano após ano, e que a Escola Lourenço Castanho, como um todo, me possibilitou. Se esse sentimento é tão forte em mim, uma ex-aluna da Lourenço e mera estudante de psicologia, fico imaginando o que é capaz de gerar nos educadores que participam, assistindo ou apresentando os trabalhos.

Professores, gestores, mantenedores e organizadores, meu sincero agradecimento a todos que fazem o Congresso ICLOC.