Informação é a arma contra o Aedes Aegypti: aí entra a escola

Informação é a arma contra o Aedes Aegypti: aí entra a escola

Do Colégio

26 Fevereiro 2016 | 10h59

Um mosquito de nome complicado e transmissor de várias doenças está tirando o sono dos brasileiros: o Aedes Aegypti. Conhecido por transmitir Dengue e Febre Chikungunha, é apontado por muitos estudiosos como o responsável pela explosão no número de casos de Zika no país.

Essa nova doença, para os brasileiros, se transformou em uma grande preocupação por parecer estar ligada ao nascimento de crianças com microcefalia. Mesmo com estudos em andamento, fica claro que é necessário controlar o mosquito agora, impedindo o avanço dos seus criadouros. Para isso, é fundamental haver informação. E neste ponto as escolas de todo o país têm função essencial.

Os governos federal, estaduais e municipais deflagraram ações para extinção dos focos do Aedes. Campanhas são veiculadas para alertar a população e lembrar a necessidade de não dar trégua ao inseto, especialmente nas temporadas quentes. Na última sexta-feira, o secretário estadual de Educação, José Renato Nalini, esteve em escola para o lançamento de um “Dia D” de combate ao mosquito, mobilizando o Estado.

Campanha dos governos contra o Aedes. Foto: divulgação

Campanha dos governos contra o Aedes. Foto: divulgação

O Liceu Santa Cruz faz a sua parte. Os alunos do Ensino Médio estão trabalhando o tema “combate ao Aedes” nas aulas de ciências, e conhecendo as formas de combater o inseto. Os estudantes irão produzir um material com dicas de prevenção, além de informações de como eliminar criadouros do mosquito a ser distribuído na escola. Um grupo de alunos, de diversas classes e idades, irá entregar a cartilha pela vizinhança do colégio e ajudar a espalhar conhecimento para vencer essa batalha. A cartilha deverá ficar pronta em aproximadamente 15 dias.

Mirna Eloi Suzano, diretora do Liceu Santa Cruz, alerta que não basta cuidar apenas da escola. É preciso estender as ações também pelo bairro. “Não basta focarmos nas dependências do colégio. Nossos vizinhos também têm de fazer a sua parte e, como instituição de ensino, temos a obrigação de ajudar a alertá-los. Os alunos sairão pela vizinhança e distribuirão a cartilha de porta em porta. Quanto mais conscientização, melhor”.