O adolescente como protagonista de seu processo educacional

O adolescente como protagonista de seu processo educacional

Colégio Graphein

01 Dezembro 2015 | 14h03

O grande foco das discussões nas escolas, na mídia e em muitos outros âmbitos de nossa sociedade é o adolescente.

Para iniciarmos uma reflexão sobre a adolescência é necessário salientarmos que a compreensão de seu conceito está vinculado a uma fase peculiar e de extrema importância para a constituição física, mental e emocional do indivíduo, sendo portanto primordial para o cumprimento da obrigação maior que cabe aos pais e professores: educá-los. Saiba que é necessário conhecer as transformações neurobiológicas desta importante fase do desenvolvimento humano para atuar adequadamente com esses sujeitos.

O maior desafio será atuar como autoridade na relação com o adolescente. Para educar precisa-se exercer um papel de autoridade. Exercer autoridade sobre o adolescente não é vedar seu comportamento natural. O aluno não é um ser passivo que nada tem a oferecer de vantojoso para a construção do seu aprendizado. Precisamos sensibilizar, tocar o comportamento do adolescente no sentido de despertar-lhe para seus próprios potenciais de construção do conhecimento.

Vale relembrar o que nos diz Foucault sobre autoridade. Ao falar sobre as relações que envolvem a figura de autoridade, de poder, Foucault as trata como relações de afeto. É uma relação de trocas entre seres potencialmente capazes de expressar o que possuem. Neste momento constrói-se o diálogo entre protagonistas. O poder comunicativo, reflexivo, acessível do aluno é essencial na construção do processo de aprendizagem e acontece na relação diária de afeto, confiança e limite (exercício da autoridade, do poder do adulto).

Nós, do Colégio Graphein, acreditamos no adolescente protagonista dentro do seu processo ensino aprendizagem. Proporcionamos alternativas que permitem a ele desenvolver sua capacidade criativa, sua capacidade de protagonizar a cena escolar, de ser também sujeito e não somente expectador de um processo que lhe pertence: seu processo de aprendizagem.

Os laboratórios, os espaços esportivos, os espaços de discussões em grupo e as oficinas de Artes, por exemplo, não só garantem uma boa experiência escolar, como são excelentes ferramentas de exploração das potencialidades do adolescente, sendo também mecanismos de escuta e participação.

Mas, a simples existência de espaços físicos não garantem a eficácia do trabalho. Equipe técnica e professores capacitados para o trabalho com o adolescente são fundamentais para obtermos êxito nesse trabalho. O Colégio Graphein é uma escola que compreende esta fase da vida humana, oferece um espaço de atuação destacada ao estudante, otimizando sua enorme capacidade criativa, e garantindo sua permanência na comunidade escolar.

Mas, e como nos aproximar de seres tão difíceis, aos quais até chamamos “aborrescentes”? Vestimos uma “fantasia” de adolescente, falamos como eles, usamos os mesmos gestos e assim nos aproximamos? Nos tornamos seus pares? Não! Isso seria extremo!

A fala de um adulto, quando direcionada a um adolescente, tem de estar coberta de tolerância. É preciso adotar um diálogo verdadeiro, entre sujeitos iguais, cujas únicas diferenças são os níveis de maturidade e responsabilidade.

 O Colégio Graphein é para o jovem um lugar onde eles se sentem à vontade para exercitar suas vivências e convivências. É nesse lugar em que se dão encontros e relações, que o jovem contesta valores e inicia a construção de seu projeto de vida.

É nessa atmosfera que aprende a resolver problemas com independência, aferindo e ampliando o conhecimento, ouvindo, negociando, cedendo, participando, cooperando, perseverando, respeitando. Aprende a ser solidário e consciente de seus direitos, deveres e responsabilidades. Enfim, preparar-se para o futuro!

Cátia Alves

Coord. Pedagógica

Equipe Graphein

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