Jovens apoiam Educação Técnica, mas dizem que falta informação sobre a modalidade
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Jovens apoiam Educação Técnica, mas dizem que falta informação sobre a modalidade

Pesquisa do Todos Pela Educação aponta a necessidade de se intensificar o trabalho de comunicação sobre o assunto para que as matrículas aumentem

Todos Pela Educação

11 Maio 2017 | 10h36

Por Mariana Mandelli, do Todos Pela Educação

Metade dos jovens brasileiros do Ensino Médio Regular ou da Educação de Jovens e Adultos (EJA) não tem conhecimento sobre a Educação Técnica, sendo os alunos da classe D/E aqueles que menos têm informações sobre a modalidade. O dado é da pesquisa “Repensar o Ensino Médio”, uma iniciativa do Todos Pela Educação com apoio do Itaú BBA e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e realização da Multifocus. O estudo ouviu a opinião de 1.551 jovens entre 15 e 19 anos sobre assuntos referentes ao universo escolar.

Apesar da desinformação, a pesquisa mostrou que os jovens têm bastante interesse na área: 95% dos estudantes gostariam de saber mais sobre essa modalidade de ensino. Além disso, 77,6% atribuem grau de importância 9 ou 10 para matérias dirigidas à formação profissional, técnica ou ao aconselhamento. Além disso, uma porcentagem semelhante (76,5%) disse aprovar a substituição de um terço das matérias do Ensino Médio por disciplinas técnicas a escolha do estudante, caso a carga horária diária fosse de 5 horas (maior que a atual de cerca de 4 horas). A aceitação é maior na região Nordeste, com 85,5%, e menor no Sul, com 44,6%.

As principais dúvidas dos estudantes sobre o Ensino Técnico referem-se aos cursos oferecidos e aos valores para financiá-los. Ou seja: é necessário um trabalho de comunicação eficaz que possibilite que as informações cheguem aos jovens com o objetivo de estimulá-los a procurar a modalidade, já que 42,2% declaram não se sentirem estimulados por conta da concorrência e 39,6% devido à falta de acessibilidade geográfica.

A Educação Profissional aparece no Plano Nacional de Educação (PNE) nas metas 10 e 11, cujos conteúdos são, respectivamente: oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de EJA na forma integrada à Educação Profissional e triplicar as matrículas da Educação Profissional Técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta e pelo menos 50% da expansão no segmento público. O objetivo é aumentar a atratividade dessa da EJA, contudo, as matrículas são muito menores que a população elegível para essa modalidade.

Além disso, na meta 3, referente ao Ensino Médio, a estratégia 3.7 cita explicitamente a Educação Técnica como forma de expandir as matrículas da última etapa da Educação Básica, onde apenas 58,5% dos estudantes concluem na idade adequada.

A pesquisa que ouviu os jovens sobre diferentes aspectos da Educação também traz dados sobre o interesse dos jovens na carreira docente.

Para ter acesso à íntegra da pesquisa, clique aqui.