Era uma vez: clube de leitura incentiva a aprendizagem
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Era uma vez: clube de leitura incentiva a aprendizagem

Projeto realizado em escola municipal de São Paulo promove a interação entre os alunos em torno dos livros

Todos Pela Educação

16 Novembro 2017 | 10h30

“Do tal Pedro Malasartes,

você já ouviu falar?

Pois prepare sua risada

que estou pronto pra contar.”

Alunos da Emef Lilian Maso Profa e professor José Paulo / arquivo pessoal: José Paulo Ferreira

Foi com o conto “Pedro Malasartes e o Pássaro Lapão”, de Pedro Bandeira, que se iniciou mais um encontro do clube de leitura da Escola Municipal de Ensino Fundamental Lilian Maso Profa, localizada no Jardim Paulistano (SP), zona norte da capital paulista. Dessa vez, oito alunos do 5º ano do Ensino Fundamental se reuniram na colorida e encantadora biblioteca para mergulharem em mais uma história.

Mediado pelo professor José Paulo Ferreira, o projeto acontece desde fevereiro e faz parte do programa Mais Educação, uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) que visa, por meio de atividades extracurriculares, ampliar a jornada escolar dos alunos para garantir, por exemplo, melhorias nas disciplinas de língua portuguesa e matemática, conforme estabelecem as metas 6, e 7 do Plano Nacional de Educação (PNE), que tratam de Educação Integral e aprendizado adequado na idade certa, respectivamente. “O clube da leitura é, sem dúvidas, um dos braços que contribuem com a formação de uma escola leitora. Desde o seu surgimento, novos alunos vêm se juntando ao grupo, ampliando nosso olhar sobre os livros”, afirma o docente.

Apesar da pouca robustez do acervo disponível na escola, o professor garante que o projeto tem tido boas experiências leitoras. Além de contribuir integralmente para a aprendizagem dos alunos, a proposta promove uma interação social a partir dos comentários, dúvidas e impressões tidas durante os encontros literários. Entre uma estrofe e outra, foi possível, por exemplo, observar o interesse dos alunos à espera do desfecho de mais um conto. “Acredito muito no potencial da sala de leitura dentro das escolas da redes municipais  de ensino”, pontua Ferreira.

De acordo o educador, o projeto possibilita uma reflexão do seu papel tanto de mediador da leitura quanto de leitor. Ao mediar, por exemplo, ele percebe como o trabalho com livros e crianças é imprevisível.

“Não se pode planejar tudo, a leitura caminha por lugares indomáveis”, conta.

Enquanto leitor, ele vê  como muitas vezes é preciso ter um olhar minucioso, livre de estereótipos e bastante desejoso como o das crianças.

Boas práticas

O docente já questionou seus alunos para saber se eles leem para crianças menores. Em coro, eles responderam com uma afirmação positiva. “Leio para meu irmão”, disse um. “Gosto bastante de contar historinhas para meus primos”, acrescentou outro. Paulo ficou orgulhoso ao ouvir os comentários que confirmavam os bons resultados que o projeto tem proporcionado. Ele conta que sempre incentiva as crianças a pegar livros emprestados na biblioteca da escola e também a disseminar, no seu ciclo familiar e de amigos, o hábito da leitura.

Para os próximos encontros do clube, o professor pretende, junto aos estudantes, elaborar indicações literárias de toda a coletânea lida até o momento. “Vamos  postar as indicações deles em um site e também colocar no mural da escola. Essa atitude é uma das formas de incentivar a leitura”, finaliza.

Alunos da Emef Lilian Maso Profa / arquivo pessoal: professor José Paulo Ferreira