Combate ao bullying é trabalho do dia a dia

Combate ao bullying é trabalho do dia a dia

Do Colégio

17 Setembro 2015 | 15h31

Não é de hoje que se comenta a importância de combate ao bullying em escolas, ato caracterizado por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitos de forma repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. Ações surgem com o passar dos dias, pode-se apostar, em quase todos os colégios brasileiros. Mas como garantir que isso deixe de acontecer entre crianças e adolescentes? Impossível ter a certeza. Mas um trabalho sério, focado, sem “invenção da roda”, no dia a dia das crianças a adolescentes ajuda… muito! É no cotidiano que os alunos devem aprender sobre valores como respeito e afeto.

O Concórdia faz um trabalho preventivo, acordo com cada situação. “Orientamos com base nas normas do colégio. Não aceitamos práticas como ofensas e colocar apelidos, pois todo o nosso trabalho tem como base o respeito mútuo. Como instituição e no papel de educadores, não toleramos qualquer tipo de agressão moral e física”, relata Tina Mathioli, orientadora educacional do colégio.

Foto: Daniel Guimarães

Foto: Daniel Guimarães

Nas turmas do 4º ano do Ensino Fundamental I, o Concórdia trabalha há dois anos especificamente com o tema bullying. “Utilizamos livros paradidáticos, como ‘E se fosse com você’, de Sandra Saruê e Marcelo Boffa. As turmas do 2º ano, também do Fundamental I, trabalham com material no qual os alunos são levados a refletir sobre a importância de respeitar o outro”, conta Tina.

Projetos interdisciplinares, como o Amigos do Zippy, que ensina crianças a partir dos 6 anos a lidar e enfrentar situações familiares a ela, como amizade, solidão, comunicação, mudanças e perdas, também abrangem o bullying.

“O Amigos do Maçã, outro programa, mas para crianças de 7 a 9 anos, envolve competitividade e as crianças são encorajadas a trabalhar juntas, trocando ideias e ajudando umas às outras. Além disso, os educadores ministram aulas de filosofia para alunos do Ensino Médio e aulas semanais de cultura religiosa para jovens e crianças da Educação Infantil ao Ensino Fundamental II, o que claramente contribui para o bom ambiente escolar”, finaliza a orientadora educacional.