Estudantes promovem campanha para arrecadar fundos para projeto social

Equipe See-Saw Panamby

26 Novembro 2015 | 16h00

Alunos do Ensino Médio da Escola Bilíngue See-Saw Panamby visitaram a sede do Projeto Casulo em novembro e conheceram de perto as rotinas das crianças e adolescentes atendidos pela instituição. A iniciativa faz parte de uma parceria entre a See-Saw Panamby e a organização não-governamental que atua junto à comunidade do Real Parque.

A proposta inicial, levantar fundos para ajudar a entidade, ganhou a simpatia de estudantes e educadores que a incorporaram e a transformaram em uma ação social concreta, desenvolvida na disciplina de projetos no Ensino Médio.

A ideia é levantar fundos por meio da coleta de cupons fiscais, (Programa Nota Fiscal Paulista) que serão empregados em melhorias nos ambientes internos da entidade. Ao mesmo tempo, estimular a interação entre os grupos de jovens da mesma idade, atendidos pela See-Saw Panamby e pelo Projeto para que, juntos,  identifiquem onde e como esses recursos serão aplicados.

Benefícios pedagógicos
Previsto para se estender além de 2015, o projeto deve transformar a realidade dos alunos da See-Saw Panamby, como afirma a diretora do Ensino Médio, Lia Armelin: “do ponto de vista pedagógico a atividade é muito rica, vai ampliar a participação do jovem no meio em que ele está inserido. Mais: vai empoderar esse jovem para que ele se sinta capaz de transformar o mundo a sua volta”. A educadora destaca ainda o exercício de papéis reais e compatíveis com o mercado de trabalho, como o desenvolvimento de uma campanha de marketing, a contabilidade das notas fiscais, o acompanhamento de resultados e tomada de decisões e, finalmente, as parcerias com pessoas de diferentes perspectivas.

Mais interativos
Durante a visita os estudantes da See-Saw Panamby assistiram a uma apresentação dos alunos e de jovens que frequentam o Casulo. Conheceram mais detalhes sobre o projeto e o papel de cada um na instituição. Ouviram depoimentos sobre como as iniciativas do Projeto contribuíram para a formação deles.

Em seguida se organizaram em grupos para conhecer as dependências do local, identificar os espaços que precisam de maior atenção e as intervenções necessárias para transformar cozinha, biblioteca, horta e laje superior em ambientes mais funcionais, relevantes e interativos.

Para Pilar Vidigal, aluna do primeiro ano do Ensino Médio, a experiência é muito enriquecedora: “É uma oportunidade para conhecer de perto universos que a gente não se dá conta, de trocar, de trabalhar em benefício da comunidade” – completa.