Ritual de passagem, acolhimento necessário

Ritual de passagem, acolhimento necessário

Colégio Pentágono

16 Dezembro 2015 | 09h01

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Em nossa vida, como seres humanos, passamos por períodos de desenvolvimento determinados por transformações biológicas, sociais e culturais. Esses momentos de mudança marcam de forma definitiva a personalidade, ou seja, o modo de ser de cada um de nós. Cada mudança vem acompanhada de novas aquisições e conquistas, mas também provoca perdas, que são necessárias para dar espaço ao mundo novo que temos pela frente. Perdas, quase sempre, provocam algum sofrimento que não pode ser negligenciado.

Em todos os tempos, as sociedades proporcionaram amparo à dor causada pelas mudanças por meio de rituais socialmente estabelecidos, fazendo com que essas mudanças fossem vividas de forma coletiva e ritualizada.

A escolarização, sendo uma das contingências do desenvolvimento do homem moderno, coincide com uma etapa em que a vida é marcada por mudanças muito acentuadas. Momentos críticos, como a passagem da Educação Infantil para o Ensino Fundamental, em que a leitura e a escrita se fortalecem e há maior ganho de autonomia, a passagem do quinto para o sexto ano com adolescência e a ampliação do campo científico e a passagem para o Ensino Médio, com a proximidade do vestibular e definição de carreira, devem ser celebrados de forma coletiva, com o objetivo de acolher os novos iniciados no mundo cada vez mais complexo e exigente.

A ritualização tem o sentido de “autorizar a ser”, ou seja, os já iniciados, validam o iniciante como novo membro do grupo, celebrando suas conquistas. Os pais também devem ser acolhidos, pois a vivência dos filhos atualiza suas próprias vivências e faz com que aflorem as emoções mais contraditórias, alegria pelas conquistas e tristeza pelas perdas.

Considerando esses aspectos da existência humana, o Colégio Pentágono oferece a seus alunos e a seus pais espaços para elaboração de cada uma destas passagens, proporcionando encontros e celebrações que são ao mesmo tempo oportunidade para conter a ansiedade diante do novo e experienciar momentos plenos de alegria e orgulho pelas conquistas.

Por
Heloisa Krahenbuhl Porto Alegre
Orientadora Educacional do Colégio Pentágono – Unidade Morumbi