Revigorando o percurso no processo de recuperação

Revigorando o percurso no processo de recuperação

Colégio Pentágono

22 Novembro 2017 | 10h00

Após determinado período letivo, em que o aluno assistiu a inúmeras aulas e participou de diferentes procedimentos de avaliação, chega o intrigante momento de divulgação de suas médias. Esta pode ser uma época de comemoração dos excelentes resultados obtidos, uma oportunidade para renovar seus projetos de estudo em busca de um melhor rendimento no próximo bimestre ou um momento de impacto marcado por sensações de decepção e de desânimo.

Em se tratando do último contexto, as mais diferentes gradações costumam permear o universo familiar, sempre caracterizadas por tensões no diálogo entre alunos e pais, como, por exemplo:

− Tal resultado era inevitável, pois você não se dedicou suficientemente aos estudos.

− De agora em diante, a situação será diferente. Seu celular será confiscado e você não terá acesso a jogos ou a redes sociais, que dispersam a sua atenção e enfraquecem a rotina diária de estudos.

− Eu estudei tanto…Sabia todo o conteúdo, mas, no momento da prova, “deu branco”.

− A escola está muito rigorosa e não conseguirei melhorar diante de tamanha exigência.

A condição humana, em suas mais diversas instâncias, não é retilínea. Retrocessos e perdas são contextos simultâneos a avanços e conquistas. Isso porque o ser humano nunca está pronto, reconstrói-se infinitamente. Com o passar do tempo, como é inevitável em todo processo de crise, surgem as oportunidades e, com elas, novas perspectivas para os alunos e, também, para os pais:

− Vou procurar a Coordenação e o setor de Orientação Educacional da escola para analisar a sua situação e solicitar uma parceria para a definição de um projeto que o potencialize.

− Nesse bimestre, estarei mais comprometido com os meus estudos e, certamente, os resultados serão melhores!

 

Diante desse quadro, o setor de Coordenação e Orientação Educacional do Colégio Pentágono acolhe e encoraja seus alunos a revisitarem a trajetória acadêmica por meio do questionamento e, consequentemente, da investigação dos principais obstáculos encontrados ao longo do percurso:

− Quais foram as principais dificuldades enfrentadas no bimestre?

−As orientações de estudo apresentadas por seu professor tutor foram contempladas?

− Qual a qualidade de seu estudo diário?

− Você registrou as aulas de forma consistente?

− Ao longo do bimestre, encontrou dificuldades para organizar seus materiais de estudo?

− O seu empenho em sala de aula foi significativo?

− As suas principais dificuldades estão ancoradas em conteúdos conceituais?

−Tendo como base os procedimentos de captação e reestruturação das informações que são ensinadas interdisciplinarmente por seus professores, você aciona as informações por meio de palavras-chave, sublinhado, nomeação de parágrafos e, posteriormente, sistematiza-as com resumos, esquemas gráficos e mapas conceituais?

− Você conhece o seu processo metacognitivo, isto é, os caminhos de sua aprendizagem?

Finalizado o diagnóstico, desencadeiam-se as intervenções intencionais por meio do diálogo e de acordos firmados entre pais, alunos e professores: a projeção e o acompanhamento das metas traçadas coletivamente entre os alunos e a escola; a realização de amplos roteiros de estudo amparados pelas monitorias de apoio, em horários definidos após as aulas regulares; o resgate das competências socioemocionais, sobretudo a resiliência e a determinação; e as provas de recuperação.

Philipe Perrenoud, renomado estudioso da área da Educação, afirma que a autonomia e a responsabilidade resultam da capacidade de refletir em e sobre nossas ações. Essa especificidade humana está no âmago do desenvolvimento permanente do percurso de recuperação.

Américo Santos
Coordenador do Ensino Fundamental II da unidade Morumbi do Colégio Pentágono