O papel da Orientadora Educacional nas escolas

O papel da Orientadora Educacional nas escolas

Colégio Pentágono

13 Janeiro 2016 | 08h53

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Pensar em educação significa pensar em um processo dinâmico de aprendizagem e no aluno como um ser global, que se desenvolve nos aspectos intelectual, físico, social, moral, político e educacional.

A escola é o espaço propício para a promoção dessa educação e vários são os agentes que dela participam. Entre eles, está a orientadora educacional.


Ao lado do diretor e do coordenador pedagógico, a orientadora educacional faz parte da equipe gestora e atua para articular pontos de vista diferentes, tornando-se o elo entre educadores, pais e estudantes, promovendo a intermediação dos conflitos escolares e auxiliando na lida com os alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem.

A orientadora educacional deve ter  habilidade para negociar e prever ações, mapeando problemas, dando suporte a estudantes com questões de relacionamento e estabelecendo parceria com as famílias.

Sua atuação se dá ao circular pelos espaços da escola, convivendo com os alunos, orientando-os em seu desenvolvimento pessoal, na formação de  seus valores, atitudes, emoções e sentimentos,mediando os seus conflitos. Daí a necessidade do estabelecimento de uma atmosfera de confiança e de respeito, envolvendo todos nesse processo,  em um clima comunitário e acolhedor. No Pentágono, circular entre os alunos no recreio é um trabalho sistemático que permite observar a dinâmica dos relacionamentos e atuar para que haja menos exclusões, mostrando  para os alunos que é possível se relacionar de maneira menos autoritária.

À orientadora educacional cabe, ainda, o papel de prevenir os estudantes com relação a algumas dinâmicas negativas, como o uso de drogas e o bullying, visando a uma melhor formação do indivíduo, promovendo uma boa estrutura para o seu  desenvolvimento. Faz parte da grade curricular do Colégio Pentágono uma aula semanal de Formação Social, na qual  esses temas são estudados e os alunos discutem as repercussões e os cuidados para que essas práticas se distanciem. Além disso, convidamos profissionais especializados para esclarecer, tanto para os alunos quanto para os pais, as implicações do uso de drogas, da prática do bullying e do cyberbullying.

Junto ao professor, o papel da orientadora educacional  é ajudá-lo a compreender o comportamento dos alunos e a agir de maneira adequada em relação a eles. Essa profissional  pode propor ações que promovam a revisão de práticas educativas e a maneira como o professor se relaciona com os alunos, de forma a alcançar os objetivos traçados.Nesse sentido, promovemos, no Pentágono, a prática da assembleia, na qual professores e alunos expõem os seus objetivos e dificuldades e,  juntos, estabelecemos combinados para a promoção do aprendizado.

Estão, também, no foco do papel da orientadora educacional, diversas outras atividades: a existencial, para os alunos que desejam uma orientação pessoal; a terapêutica, para os  que apresentam dificuldades nos estudos ou de comportamento;  e a de recuperação, para aqueles que apresentam necessidades especiais educacionais. Para tanto,  deve-se garantir o diálogo, o respeito, a valorização do ser humano e o prazer pelo conhecimento. No Pentágono, faz parte da grade curricular uma aula semanal de tutoria, na qual os alunos organizam a sua rotina de estudos. Nos casos de dificuldades de comportamento, promovemos ações reparadoras e os alunos fazem um trabalho reflexivo sobre a prática negativa.

A orientadora educacional tem muito a contribuir com a dinâmica escolar, pois enxerga o ser humano em sua totalidade e atua a partir desta perspectiva. Essa profissional contribui para a formação da consciência do aluno, o que poderá repercutir por toda a sua vida, seja pessoal ou profissional, ou como cidadão.

No Colégio Pentágono, acreditamos nessa perspectiva e nessa conscientização para a formação integral do nosso aluno.

Por
Marcly Consuelo Castro
Orientadora Educacional do Colégio Pentágono