Normas e limites: organizando a vida na escola

Normas e limites: organizando a vida na escola

Colégio Pentágono

03 Maio 2017 | 10h23

As escolas permitem ao aluno saber que comportamento se espera dele quando estabelecem normas consistentes e claras. Saber o que é esperado ajuda o jovem a desenvolver habilidades para o convívio social e a autorregulação. A escola, além de ser responsável pelo desenvolvimento do conhecimento formal, também tem papel importante no estabelecimento dos limites.

É importante refletir sobre a aquisição dos limites na adolescência, pois justamente esta fase, compreendida entre a infância e a vida adulta, é conhecida pela desobediência às regras. Não se deve esperar uma aceitação passiva e completa dos adolescentes a elas. Questionar faz parte do desenvolvimento, contribui para a formação da identidade individual.

Regras e normas seriam vazias e constantemente desrespeitadas se não fossem acompanhadas pelo trabalho pedagógico. Quando se fala em colocar limites, dizer aos alunos “isso não”, devemos refletir sobre a forma como esses limites são desenvolvidos.

No Colégio Pentágono, as regras estabelecidas têm como princípio norteador o respeito por si mesmo e pelos outros. As regras devem preservar este princípio. Muito tem se falado sobre “combinados com alunos”, regras negociadas. Nós pensamos que há regras não negociáveis, indiscutíveis, porque o respeito é nosso princípio de ação. Não se pode bater no outro, não se admitem atos de humilhação ou ofensa (inclusive nas redes sociais), não se aceita o bullying, nem as atitudes discriminatórias.

Em inúmeros textos e atividades, de forma interdisciplinar, os temas que se relacionam ao respeito são explicados, trabalhados, vivenciados. O mesmo acontece nas assembleias de classe e na reunião com representantes. Buscamos que nossos jovens desenvolvam a empatia, a capacidade para sentir o que sentiria outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela.

Muitos alunos compreendem e assumem como seu o princípio do respeito, interiorizando-o como baliza de seus atos. São os que adquiriram a autonomia moral. Outros demoram mais, precisam de sanções externas para perceber que deveriam ter tido limites.Por este motivo, as situações que ferem o princípio do respeito são passíveis de sanção mais séria.

A maior parte das normas escolares existe pela necessidade de organizar o cotidiano. Pode ocorrer uma situação em que foi preciso criar ou até modificar uma norma. Por exemplo, as regras sobre o uso de uniforme podem mudar de um ano para outro se houver o uso inadequado de vestimenta ou calçado por parte dos alunos.

Os professores, para estabelecer os limites em sala de aula, estipulam as normas que organizam o ambiente de trabalho e outras que desenvolvem a postura de estudante. Quando o professor faz valer a regra, alguns alunos têm a sensação de “perseguição”, porque a regra valeu para um aluno mas não para o outro.

Os alunos são estimulados a compreender o porquê da norma, qual problema a norma está tentando resolver ou evitar. Como não queremos apenas a mera obediência às regras, pode ser que, com bons argumentos, normas do cotidiano escolar sejam modificadas.

“As relações entre os alunos e entre os alunos e os professores ou funcionários devem ser baseadas no respeito.” Como alicerce, esta frase inicia o manual das normas e procedimentos escolares para os alunos do Fundamental II e do Ensino Médio.

Adriana Giorgi Costa
Orientadora Educacional do Colégio Pentágono