Competências Socioemocionais – Educando para o século 21

Competências Socioemocionais – Educando para o século 21

Colégio Pentágono

13 Dezembro 2017 | 10h35

Quem acompanha as questões atuais sobre educação, percebe o crescimento do interesse em torno  das competências socioemocionais ao longo dos últimos anos.

O educador experiente, com anos de vivência na área escolar, pergunta-se: mas isso é coisa nova? Não fazemos isso há anos? Não trabalhamos com valores e atitudes para a formação do nosso aluno há muito tempo? Sim, mas há novidades em relação às competências socioemocionais e à formação do ser humano integral.

Desde a publicação do Relatório Jacques Delors, em 1999, organizado pela UNESCO, as escolas antenadas se interessaram em aplicar o princípio da educação integral,  fundado em quatro pilares: aprender a conhecer, aprender a fazer,  aprender a ser e  aprender a conviver.

Mais recentemente, o desenvolvimento   da neurociência demonstrou a relação entre o desenvolvimento socioemocional e o desenvolvimento cognitivo.  Pesquisas têm constatado que a introdução de habilidades socioemocionais nos currículos tem trazido impacto educacional  positivo.

A Base Nacional Comum Curricular, publicada em 2017, reafirmou a importância da aprendizagem dos aspectos socioemocionais ao valorizá-los nas Competências Gerais para o Ensino Fundamental.

Especialistas das mais diversas áreas, como Economia, Educação, Neurociências e Psicologia, passaram a refletir sobre quais seriam essas competências socioemocionais necessárias para a formação integral do aluno.

No Colégio Pentágono, o ano de 2017 foi de reflexão sobre competências cognitivas e competências socioemocionais. Reafirmamos que estas não são inatas, mas aprendidas e desenvolvidas em aulas e no ambiente escolar. Há mais de 10 anos, temos aula de Formação Social e de Tutoria no Ensino Fundamental, visando a desenvolver a aprendizagem das habilidades socioemocionais para que nossos alunos desenvolvam a convivência, tomem decisões responsáveis, ampliem o autoconhecimento. Mas percebemos que uma ou duas aulas específicas não são suficientes. Criamos o Projeto Competências Socioemocionais, liderado pelo setor de Orientação Educacional do colégio. No novo projeto, levamos em conta o que já fazemos e passamos a desenvolver outras estratégias.

A mudança que iniciamos diz respeito ao fato de que, agora, estamos ampliando  o trabalho com o socioemocional de forma intencional, explícita nos planejamentos das diversas áreas.

Selecionamos algumas competências socioemocionais que consideramos essenciais e desenvolvemos projetos em todas as séries. Queremos um aluno com autonomia para refletir e enfrentar diferentes situações com seus próprios recursos e capaz de tomar decisões por si mesmo. Queremos um aluno que, ao compreender que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir, desenvolva a empatia pelos outros. Queremos um aluno com determinação para atingir as suas metas, que tenha projetos  e vontade de atingir um objetivo, acadêmico ou profissional. Queremos um aluno cooperativo, que amplie as relações interpessoais, desenvolva atitudes de participação e de convívio. Temos certeza de que, este aluno que ambicionamos formar, tem condições de enfrentar seus erros e suas frustrações.

Vale notar que as pesquisas também apontam para o fato de que as pessoas consideradas mais aptas e competentes hoje são justamente as que têm as habilidades ou competências socioemocionais bem desenvolvidas.

Temos grandes desafios. Por onde começar? Por nós mesmos, por cada educador e por cada professor. Queremos que nossos educadores também tenham empatia, autonomia, responsabilidade e determinação.

Dulcinéa Penno Machado
Diretora da Unidade Perdizes do Colégio Pentágono