A importância dos concursos, olimpíadas e fóruns estudantis

A importância dos concursos, olimpíadas e fóruns estudantis

Colégio Pentágono

26 Agosto 2015 | 09h26

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Cláudio Giardino, diretor pedagógico da rede Pentágono, Nancy Izzo, mantenedora do Colégio Pentágono, Giovanna Lemos, campeã brasileira das Olimpíadas de Neurociências e Andréa Andreucci, coordenadora do Ensino Médio, unidade Morumbi.

De modo geral, as escolas, no seu dia a dia, estão muito voltadas à grade curricular obrigatória, desenvolvendo as tradicionais disciplinas de Português, Matemática, História, Ciências e Geografia, para os alunos do Ensino Fundamental, e Química, Física, Literatura, Filosofia, Atualidades e Sociologia para os alunos do Ensino Médio. Há poucos espaços para desenvolver propostas extracurriculares que representem novos desafios e ofereçam oportunidades atraentes para ampliação do conhecimento dos alunos que querem algo a mais.

Levando em conta essa expectativa dos alunos em relação à escola, o Colégio Pentágono, baseado em dois de seus valores, a Excelência Acadêmica e a Formação do Indivíduo começou a estimular os alunos a participarem de fóruns estudantis, olimpíadas e concursos. O primeiro evento desse tipo com participação do colégio foi o tradicional Fórum FAAP, um fórum de debates similar aos debates que ocorrem na ONU. Nas primeiras participações havia poucos alunos interessados que, além de assistirem às aulas do dia, ficavam mais duas horas no colégio se preparando para o concurso. Hoje, devido à grande procura pelas vagas, os professores têm que selecionar os mais dedicados e empenhados na fase preparatória.

Atualmente, os alunos do colégio participam de Olimpíadas de Matemática, Física, Astrofísica, Química, Neurociências, além de inúmeros concursos de redação. Também participam de olimpíadas e fóruns internacionais, como o Fórum de Harvard.

Nós, educadores do colégio, percebemos que os alunos que participam desses eventos servem de modelo e estimulam outros alunos a participar. De modo geral, estamos formando um grupo de alunos mais pensantes, críticos, autônomos e que buscam ampliar seu crescimento acadêmico, atingindo conhecimentos muito além daqueles esperados em sala de aula, como resolução de problemas e saber trabalhar em equipe. Na preparação para essas competições desenvolvemos e aprofundamos diversas habilidades cognitivas e não cognitivas dos alunos.

O maior exemplo de sucesso nas olimpíadas estudantis foi o da aluna Giovanna Lemos, da 2a série do Ensino Médio, que conquistou o 1º lugar na Olimpíada Brasileira de Neurociência (OBN) ou Brain Bee Competition e, há poucos dias, representou o Brasil na Olimpíada Mundial que aconteceu na Austrália. Ela estudou quatro temas: neuroanatomia, neurofisiologia, neurociências básicas e diagnóstico.

Quando questionada, Giovanna afirmou que ao ver outros colegas participando das olimpíadas de química e matemática, sentiu vontade de participar também e contou com o apoio do colégio e do professor José Manuel Rodriguez, que a ajudou tirando dúvidas e passando muita confiança.

Giovanna, atualmente com 16 anos, está cursando a 2ª série do Ensino Médio e está se preparando no Pentágono para prestar a Fuvest em 2016 e as provas do ENEM. Também estuda inglês no programa bilíngue IFY do Pentágono e quer aprofundar seus estudos de neurociência no exterior, em Harvard ou em Cambridge.

Por Cláudio Giardino, diretor pedagógico da rede Pentágono

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Giovanna, indo representar o Pentágono e o Brasil no mundial de Neurociências, na Austrália.

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Alguns dos livros estudados por Giovanna para o campeonato.