Disciplinas eletivas são um diferencial para os estudantes do Ofélia

Disciplinas eletivas são um diferencial para os estudantes do Ofélia

Ofélia Fonseca

11 Abril 2018 | 11h51

Os estudantes no laboratório de Ciências (Foto: Divulgação/Colégio Ofélia Fonseca)

Pensadas para exercitar as escolhas dos estudantes, sua autonomia e seu contato com diversas linguagens, as disciplinas eletivas estão fazendo sucesso entre os estudantes do 1º e 2º Ano, do Ensino Médio do Ofélia.

De acordo com a coordenadora pedagógica Solange de Souza, o colégio está em um processo para desfragmentar o currículo há alguns anos, e as eletivas são uma forma de colocar esse projeto em prática. “Queremos trazer um mundo mais real para a sala de aula, com as novas possibilidades no Ensino Médio e com a proposta de reformular e contextualizar, de acordo com os interesses de cada um. E as eletivas trazem a oportunidade de escolha de acordo com esses interesses, para que eles possam se aprofundar em áreas específicas.”

Os estudantes no laboratório de Ciências (Foto: Divulgação/Colégio Ofélia Fonseca)

Iniciadas neste ano letivo, as disciplinas eletivas foram criadas para contemplar temas da atualidade nas áreas sociais, artísticas e tecnológicas, promovendo uma visão diversificada para algumas discussões, no âmbito educacional.

Na grade, estão as disciplinas Audiovisual, Fotografia Criativa, Tópicos Procedimentais em Ciências da Natureza e Cultura e Ideologia: Música e Indústria Cultural, que têm à frente, educadores com experiência nos segmentos em que atuam.

Para a educadora Lúcia Lima, que ministra as aulas da disciplina Fotografia Criativa, as eletivas, principalmente no Ensino Médio, trazem uma possibilidade de desenvolvimento de autonomia por parte dos alunos. “Eles podem escolher a disciplina de seu interesse e desenvolver aprendizados sobre áreas diversas, acentuando a experiência de autonomia que o Ofélia oferece durante a trajetória na escola”, explica a profissional.

Segundo Lúcia, em suas aulas, além do desenvolvimento de percursos autorais por parte dos alunos, também são exercitados a autonomia ao instigar nos jovens um olhar individual e uma reflexão profunda sobre as imagens que produzem ou consomem. “A aula é baseada na leitura de fotografias com base nas teorias semióticas e nos elementos técnicos da linguagem fotográfica, buscando dar ferramentas para que, através dos exercícios e trabalhos práticos, os alunos desenvolvam um estilo próprio e reflitam sobre sua produção artística”, completa.

Os estudantes Marcelo e Piero (Foto: Divulgação/Colégio Ofélia Fonseca)

Para o estudante Marcelo Giarreta, a oportunidade de escolher as disciplinas faz com que todo o processo seja mais atrativo. “Poder optar pelas disciplinas do meu interesse é muito bom. Poder cursar o Audiovisual, por exemplo, é muito bom porque eu sempre gostei muito de fotografia e queria fazer alguma coisa diferente. Então, vi como uma oportunidade de aprender uma coisa nova, que eu nunca vi antes, e que pode ser uma possível opção para atuar profissionalmente, também. Isso sem falar que tenho algumas ideias de criar filmes, e acho que pode ser interessante”, garante o estudante, que também cursa a disciplina de Cultura e Ideologia, porque acha que as áreas se complementam.

Com o objetivo de cursar a faculdade de medicina, a aluna Camila Sampaio, optou pela disciplina de Ciências da Natureza, por ver nela uma oportunidade de se envolver mais na área de biológicas. “Com certeza vai me ajudar na minha carreira e também tem a questão de aprender de uma forma mais natural”, conta.

Segundo o estudante Piero Ruas, a paixão pela parte de edição de vídeo foi fundamental para escolher as disciplinas de Audiovisual e Cultura. “Meu irmão trabalha com vídeos e vi essa oportunidade de fazer algo com ele. As aulas estão mudando meu modo de olhar para fazer captações mais profundas das coisas e isso tem tudo a ver com o que eu quero fazer no futuro”, completa.

Durante a entrevista, lançamos a proposta para os colegas Melissa Rosa e Felipe De Rossi, que cursam juntos as aulas de Fotografia Criativa, se fotografassem. Eles toparam o desafio e as fotos você confere a seguir!

A estudante Melissa, fotografada por Felipe (Foto: Felipe De Rossi)

O estudante Felipe, fotografado por Melissa (Foto: Melissa Rosa)

Base Nacional Comum Curricular

Na última semana, o ministro da Educação, Mendonça Filho, declarou que o fato de a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o Ensino Médio trazer apenas as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, como componentes curriculares, não vai prejudicar o ensino de outras matérias.

A BNCC alinha o Brasil ao que já acontece em outros países da Europa e da Ásia, além de Canadá e Estados Unidos, e segundo Mendonça Filho, “é preciso dar protagonismo ao jovem na escolha de seu itinerário formativo”.

Sancionada no ano passado, a Reforma do Ensino Médio prevê que o currículo seja 60% preenchido pela BNCC e que os 40% restantes sejam destinados aos chamados itinerários formativos, em que o estudante poderá escolher entre cinco áreas de estudo: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional.