Adaptação e a construção dos vínculos

Adaptação e a construção dos vínculos

A flexibilização da proposta garante atender todas as crianças, conforme suas necessidades individuais, ou seja, uma criança que demora para criar vínculos, terá seu tempo respeitado pelos profissionais.

Ofélia Fonseca

23 Fevereiro 2017 | 22h27

O processo de adaptação, seja ele onde for, vem carregado de emoções, angústia, ansiedade e medo do novo.

Aqui no Ofélia tratamos desse assunto com muita atenção e cuidado.

A escola é a primeira instância de socialização da criança depois da família, lugar onde a oportunidade de convivência com seus pares será acentuada. Nesse ambiente, que podemos chamar de coletivo, ela vai encontrar variados combinados e limites que fazem parte da vida em sociedade. Dessa forma, há a transição entre os espaços públicos e privado, em que a criança aos poucos vai aprendendo a relacionar-se com um universo social cada vez mais amplo e complexo, mas ainda com a mediação do adulto, isto é, dos educadores.

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No processo de adaptação é importante que o educador  planeje a melhor forma de recepcionar esse novo estudante, organizando o ambiente, levando em consideração os gostos e preferências, repensando a rotina em função de sua chegada, oferecendo-lhes atividades atrativas.

O choro é uma possibilidade iminente e ou reincidente nesse processo e pode provocar ansiedade em pais e também em educadores. Especificamente nesse momento, a atenção, o carinho, o aconchego e o colo são imprescindíveis para que a criança se sinta acolhida  e  principalmente para a criação de vínculos afetivos entre todos os envolvidos nesse processo.

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Desde o Grupo 1, o Ofélia busca um olhar cuidadoso para a adaptação de nossas crianças. O horário progressivo, no qual se aumenta um hora por dia na permanência da criança na escola, possibilita que esta vá se acostumando aos poucos com este novo espaço, educadores e colegas.

A flexibilização da proposta garante atender todas as crianças, conforme suas necessidades individuais, ou seja, uma criança que demora para criar vínculos, terá seu tempo respeitado pelos profissionais.

Com o tempo a criança reconhece este espaço como seu e a garantia que ao final do dia encontrará seus responsáveis é a certeza que a criança necessita para ficar bem na escola.

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Professoras
Ana Maria de Luca Fernandes, G1
Patricia Ferraz da Silva , G2
Ana Cristina Nunes de Araujo, G3