Celular em sala de aula: equilíbrio é fundamental

Thais Gonzales

10 Agosto 2017 | 15h23

Por um tempo, o celular era um grande vilão dentro da escola. Os pais ligavam muito, os alunos do Ensino Médio queriam acessar a todo instante. Entre proibir e liberar, o Colégio Novo Tempo preferiu não ser radical. Buscou o equilíbrio e apostou em outros recursos tecnológicos para chamar a atenção das turmas.

Segundo a coordenadora do Ensino Médio, Fernanda Nicolai, é preciso reconhecer o celular como parte da vida do estudante e não dá para abolir completamente. “No início do ano, os professores explicam as regras para os alunos: pode usar na entrada, intervalo, saída e em sala de aula, desde que tenha o direcionamento do docente”, explica.

Eles podem fazer pesquisas, consultar materiais ou um dicionário na aula de Português, por exemplo. Mas, como nem todos os alunos possuem internet e as salas de aula têm lousas interativas, muitas vezes, a pesquisa é feita com o professor mesmo.

Ser radical, para a coordenadora, não ajuda. Com adolescentes, o caminho adotado é dialogar para que entendam e usem o aparelho nos momentos adequados, fazer combinados e oferecer dinâmicas interessantes em sala de aula.


“Percebemos que, ao investir em recursos tecnológicos, conseguimos conquistar esse aluno, e ele cede sem muito conflito ao uso do celular. A tecnologia é uma grande aliada em vários processos dentro da escola e pode ser usada por meio de outras ferramentas”, ressalta.