Carinho e contato físico ajudam no desenvolvimento das crianças

Thais Gonzales

16 Outubro 2017 | 16h30

A primeira infância é o período em que as crianças mais precisam de atenção e afeto. Diversas pesquisas científicas comprovam que o carinho, o toque e o contato atuam no cérebro, tornando a criança mais amável e protegendo o sistema de defesa do organismo.

A responsável por essa ação é a ocitocina. Quando você abraça, beija, faz massagem e dá carrinho no seu filho, está liberando esse hormônio tão importante para a formação cerebral.

Um estudo do Journal Proceedings of the National Academy of Sciences mostrou que demonstração de amor dos pais vai além de fazer a criança se sentir amada. Os pequenos se acalmam mais rápido em um momento de ansiedade, medo ou inquietação, por exemplo.

Outra pesquisa mostrou que as ações de afeto na primeira infância refletem em saúde na vida adulta. É a conclusão do pesquisador Michael Marmot, professor da Universidade de Londres. Segundo ele, os vínculos afetivos são responsáveis pela noção de segurança, autoconfiança e bem-estar.

Carinho nunca é demais

O Colégio Novo Tempo acredita nas transformações que o afeto provoca nas relações familiares. Na correria do dia a dia, muitas atitudes simples, porém valiosas podem ser esquecidas. Por isso, vamos lembrá-las:

– sentar-se à mesa para comer juntos

– fazer questão de participar dos cuidados diários, como dar banho e trocar

– segurar a mão do seu filho

– ter calma para resolver uma situação de estresse

– olhar nos olhos para elogiar ou corrigir

– falar sobre emoções em casa – se está feliz ou triste

– colocar-se no lugar da criança para entender melhor seus conflitos