Páscoa, tempo de esperança

Páscoa, tempo de esperança

Paulo Adolfo

06 Abril 2018 | 16h43

Como não poderia deixar de acontecer, o Colégio Marista Arquidiocesano celebrou com seus colaboradores a Páscoa. “Nesta celebração, vamos refletir sobre o momento que se aproxima, sobre a ressurreição. Vamos viver um novo tempo, tempo de ser mais feliz, de fazer o bem”, afirmou Wilson Correa da Silva, Coordenador do Núcleo de Pastoral do Marista Arquidiocesano na celebração aos colaboradores.

“Após a ceia, Jesus foi a uma determinada região e orou. Foi preso, julgado, flagelado e condenado à morte. Foi coroado com espinhos, caminhou até a cruz. Jesus foi pregado na cruz e sofreu todo o tipo de humilhação. O dia transformou-se em trevas. A morte de Jesus foi o fim de qualquer esperança…”, afirmou o Pastoralista Rafael Parente.

“A cruz simboliza uma denúncia, denúncia de mortes, por exemplo. Antes era o Império Romano que sacrificava as pessoas, hoje é o sistema que mata. Mata pela falta de saneamento básico, pela fome, pela falta de creches, pelo extermínio de pobres. Pessoas são costumeiramente silenciadas por falar de amor. Vamos refletir: o que a cruz denuncia hoje? Quais as mortes presentes nas denúncias da cruz?”, questionou o Pastoralista Djair Costa da Silva. E para suscitar toda essa reflexão, os integrantes da Pastoral prepararam o altar da capela do colégio com uma cruz,  com dizeres sobre violência.

“O grande problema é que quando crescemos, criamos medo. Muitos medos e receios. Por que tantos medos? Desde a Camar (Caminhada Marista), estamos falando de violências. E a nossa luta para superar as violências está na denúncia de situações de violação”, disse Djair.

Esperança

Dando continuidade à partilha feita na capela, a ressurreição de Cristo foi tratada com esperança: “Fazer a Páscoa é mudar de atitudes, é superar provas e dificuldades, é lembrarmos e relembramos o conceito do amor. Nosso desejo para essa Páscoa é vida, vida em abundância”, acrescentou Rafael.

Após essa afirmação, os colaboradores foram ao altar pegaram fitinhas (com a seguinte mensagem: “Maristas, pela superação das violências”) e distribuíram para os colegas, demonstrando afeto e união.

O Diretor Geral da Instituição, Valentin Fernandes, leu um texto de um autor anônimo que ilustra bem o espírito da celebração. Confira um pequeno trecho: “Páscoa é tempo de amor, de família e de paz. Tempo de agradecermos tudo o que temos e pensarmos no que queremos. Tempo de fé e de esperança. Nossos sonhos parecem estar mais perto. Somos chamados a nascer de novo…”.