Está na hora no Enem. Confira dicas para evitar ‘branco’ na hora da prova

Está na hora no Enem. Confira dicas para evitar ‘branco’ na hora da prova

Paulo Adolfo

27 Outubro 2017 | 13h26

Estamos às portas do Enem 2017 e a orientadora profissional do Colégio Marista Arquidiocesano, Cristiane Paccola, aproveita a ocasião para dar dicas em relação aos aspectos emocionais e psicológicos que envolvem esse momento.

O primeiro passo para os alunos mais ansiosos é admitir que há ansiedade no processo: “E por mais que essa sensação seja desagradável, ela está presente. Estamos tratando de uma grande prova (Exame Nacional do Ensino Médio) que abre portas para as grandes universidades federais, faculdades particulares e estrangeiras. A sensação não é agradável, mas é natural. O ideal é admitir as sensações ao invés de ignorá-las”, afirma a orientadora. Segundo ela, quando o estudante ignora a ansiedade – que pode ser manifestada a partir de uma dor de estômago, de uma dor de cabeça, falta ou excesso de apetite – o processo de ansiedade pode se agravar durante a prova, dando o famoso ‘branco’, que nada mais é do que a sensação de pânico.

Outro ponto importante que deve ser considerado: é necessário prestar atenção nos aspectos práticos que envolvem a prova, tais como: o local do Exame, o tempo do trajeto da casa do estudante até o local da prova, qual o meio de transporte que será utilizado, checar se haverá algum evento no entorno do local do exame. A verificação tem que ser feita com antecedência.

Mais uma questão extremamente importante que abarca a parte comportamental diz respeito ao seguinte questionamento: “Será que vale a pena enfatizar o estudo antes da prova?”. “Às vezes vale à pena fazer atividades de relaxamento que envolvam prazer, tais como um passeio no parque, ir ao cinema, tomar um suco com os amigos, entre outras. O ideal seria tentar ‘esquecer a prova’”, acrescenta Cristiane.

Na hora da prova

Algumas pessoas quando entram na sala – local da prova –, ao observar os outros alunos sentados, ‘fantasiam’ que todos dominam o conteúdo e se sentem fragilizados diante da situação. “Nesse momento, vale lembrar que o aluno se preparou durante todo o ano, que tem o conhecimento necessário para resolver as questões apresentadas. A atitude recomendada é que pare de olhar para o lado e foque a atenção em você, respeitando o seu tempo para que consiga resolver com tranquilidade as questões”, diz a orientadora profissional do Colégio Marista Arquidiocesano.

Mas se você já tomou todas as atitudes – mencionadas acima – e a ansiedade persiste, está lá, resistente, o que fazer enquanto último recurso? “Respire fundo, lentamente e profundamente. Inspire e expire. E, além da respiração, pense o seguinte: trabalhar com o definitivo pode causar angústia. Pense que você está passando por uma prova que pode ser refeita, na pior das hipóteses. E em um prazo nem tão distante assim: no ano que vem”, finaliza.