“A formatura é uma coletânea de história da vida escolar”

“A formatura é uma coletânea de história da vida escolar”

Paulo Adolfo

18 Dezembro 2017 | 12h49

Os formandos do Colégio Marista Arquidiocesano de 2017 participaram hoje da Sessão Solene de formatura. A emoção teve início com a escolha do mestre de cerimônia Paulo Galvão. O jornalista, além de ter sido professor dos jovens, foi aluno do Arqui por 13 anos.

Pais, alunos e educadores ocuparam o Poliesportivo do colégio para celebrar o encerramento da Educação Básica. A mesa solene foi composta por Valentin Fernandes, Diretor Geral da instituição escolar, Irmão Dávide Pedri, representante dos Irmãos Maristas, Marisa Ester Rosseto, Diretora Educacional do Marista Arquidiocesano, Helena Tisuko Abe Dubena, Diretora Administrativa e pelo Professor Diego Marsalla Toscano, Paraninfo dos formandos. A trilha sonora da composição da mesa ficou por conta de Let it be, dos Beatles.

Os formandos ocuparam seus lugares ao som de Coldplay e, na sequência, houve o discurso oficial do Diretor Geral e o Hino Nacional. Um dos pontos altos da ocasião ficou por conta dos discursos dos oradores Lucca Napolitano e Mariana Ferreira. Os estudantes agradeceram a todos os que participaram da jornada – família, amigos, professores e funcionários -, e mencionaram os sentimentos que afloram nessa fase da vida – medo, insegurança e alegria.

“Sem dúvida, sentiremos saudades de coisas que só o Arqui proporciona: saudades da Calu. Saudades de escutar em qualquer lugar do Arqui o barulho de um carro 4 x 4 atrás de você, mas no final era só uma criança correndo com mala de rodinhas…”, afirmaram os oradores.

O Professor Diego, paraninfo, tratou da importância da formatura: “Como uma tradicional narrativa repleta de clichês, a formatura é uma coletânea de história da vida escolar, de memórias que caminham da infância à adolescência, de delícias, de pecados (guardem mais essas páginas confessionais, mas não deixem de usá-las), de bondades, de tragédias (ah, essas são as melhores páginas, regadas de exageros em forma de choro e de injustiça), de sentimentos bons, de preferência, e não tão bons assim, de preferência menor, e de reflexões. Mas é tempo de escrever um segundo volume, uma nova novela romântica”.

E o docente finalizou sua participação com uma mensagem extremamente lúcida. “Em tempos mais difíceis, em que o ódio e a intolerância deram as mãos, armadas de violência, peço que vocês espalhem o romantismo por aí; peço que os amores, e por que não os desamores, sejam cada vez mais vibrados por vocês; peço que idealizem o mundo ao seu redor, tornando-o mais livre para a expressão e para a criação individual e coletiva; peço que vocês cultivem a arte do sonho e da fantasia deixando os sentimentos nada escondidos, mas escancaradamente exacerbados, afirmou.

Na sequência, o Juramento foi feito pela aluna Giulia Massari e os certificados foram entregues pelos Professores Patronos Celso Pavarin de Miranda Junior, carinhosamente conhecido como Pipoca, Edmari Paulino, Rita de Cássia Laselva, Henrique Veiga Giannini e Márcio de Bianchi.

Houve muita emoção no momento de homenagem aos mestres, feita pelas alunas Ana Luiza Padula e Beatriz Jacob. “Deixamos nosso eterno agradecimento a vocês, nossos professores por terem inspirado, estimulado, apoiado e ajudado todos nós; por nunca desistirem, por mais turbulentas que fossem as situações; por terem nos ensinado não só conteúdos escolares, como também lições que levaremos para a vida toda. Vocês se tornaram pessoas extremamente importantes na vida de cada aluno, fizeram história e marcaram nossos corações para sempre”, afirmaram as Maristas.

A solenidade contou ainda com entrega de homenagens, com homenagens aos pais e à comissão de formatura. A Diretora Educacional, Marisa Ester Rosseto, homenageou os estudantes com o “Mérito Marista”.
E, para finalizar, alunos e professores deram vazão aos dotes musicais e cantaram.