A escola e a sociedade digital

A escola e a sociedade digital

Paulo Adolfo

11 Agosto 2017 | 17h54

Por Lilian Gramorelli, coordenadora psicopedagógica do Colégio Marista Arquidiocesano

Vivemos em tempos de mudanças na organização social, nas relações interpessoais e nas suas novas formas de gerenciar socialmente o conhecimento. As Novas Tecnologias da Informação e seu conhecimento (TIC) já estão dentro de nossas salas de aula e suscitam novas formas de desenvolvimento do processo ensino e aprendizagem.

No entanto, a simples presença das TIC no contexto educacional não garante uma prática pedagógica que dê conta de atender as demandas postas para os atores do século 21. Por esse motivo, reforça-se a ideia de que o papel do professor, enquanto mediador, na construção de novos conhecimentos, pois, mais do que nunca, as informações estão disponíveis na teia (web) e será necessário auxiliar os alunos a lidar com elas, transformando-as em conhecimento e aprendizagem.


Nesse contexto, novas competências são suscitadas e tocam tanto a formação inicial dos professores quanto a contínua. Por meio dos atuais recursos digitais, os alunos, com o auxílio desse outro modelo de professor, podem se transformar em produtores de conteúdos, ampliando assim a possibilidade de interatividade com o conhecimento e tornando sua participação ativa no processo de construção de significados.

Os aparatos tecnológicos – celulares, IPad, IPod – fazem parte do cotidiano das crianças e dos jovens do meio no qual estamos inseridos. E uma das questões para os educadores, em termos práticos, é “devemos ou não permitir o uso de celulares em sala de aula”. Em nosso caso, o uso durante as aulas é proibido. Entretanto, pode existir algum momento em que o professor solicite como recurso didático, por exemplo, fotografar alguns aspectos do Colégio ou mesmo em outros momentos de saídas pedagógicas. As imagens serão material para ser refletido em aula.

Os alunos normalmente já conhecem essas regras, mas todos os anos elas são retomadas no início do ano letivo para que fiquem claras com todos os alunos. Caso haja descumprimento da regra, o celular ficará com o coordenador da assistência de alunos e devolvido para o responsável. Normalmente, não temos problemas no cotidiano com o uso de celulares, são muito pontuais…

Sendo assim, esses instrumentos podem fazer parte do processo de ensino e aprendizagem, desde que fique claro a finalidade que eles têm na relação com a aprendizagem escolar.

Vale ressaltar que a escola deve fomentar nos estudantes o desenvolvimento de capacidades para a gestão do aprendizado e do conhecimento.