Os Scoisos e nós

Os Scoisos e nós

Colégio Ítaca

30 Setembro 2015 | 14h17

IMG-20150909-WA0005 (2)

Temos brincado também um pouco de boneca, no Ensino Médio do Ítaca…Epa!!

Explico: para introduzirmos o estudo de genética, os alunos de 3º EM são apresentados a um material produzido por professores do Instituto de Biociências da USP, ligados ao Setor de Material Didático do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva, sob a responsabilidade da Professora Eliana Maria B. Dessen.

E aí entram os Scoisos, simpáticos bonecos de pano que lembram os também simpáticos insetos joaninhas.

scoisos

Filho de Scoiso… Scoisinho é constitui-se, então, de uma atividade na qual Scoiso é um organismo imaginário, de reprodução sexuada,  formado por células diploides, com seis pares de cromossomos. São estudadas seis características, cada uma delas apresentando duas alternativas possíveis, como, por exemplo, cor das antenas, que podem ser vermelhas ou pretas.

Os alunos recebem saquinhos plásticos retirados da Scoiso fêmea (seria uma célula produtora de óvulo) e também do Scoiso macho (seria célula formadora de espermatozoide): o primeiro contém bastões que representam cromossomos maternos e o outro traz bastões que representam cromossomos paternos. A seguir, um conjunto de orientações levará à constituição da primeira célula do filhote Scoisinho..

Pequenos bonecos, então, representam os filhotes, que vão sendo montados pelos alunos, conforme as características dos cromossomos contidos nos zigotos que os formaram.

lu

Com a orientação do professor, comparam-se os filhotes ali concebidos, recordando-se conceitos como meiose, fecundação e variabilidade genética. Raramente surgem filhotes iguais, mesmo analisando-se poucas características, e então os alunos conseguem imaginar o que ocorre com milhares de características que cada espécie possui.  É a mágica da vida, a biodiversidade, uma das bases da evolução!

IMG-20150909-WA0003 (2)   IMG-20150919-WA0001 (2)

E essa participação ativa dos alunos os coloca na expectativa para conhecer o que ainda virá, como as leis da hereditariedade propostas por Mendel e muito mais. Brincando também se aprende, especialmente processos não visíveis no cotidiano do homem.

Outro material produzido pelo mesmo Departamento de Genética da USP  é o Casal Silva e seus genes, também utilizado no Ítaca. Nessa atividade, os alunos simulam agora a formação de gametas da espécie humana e constroem a partir deles o descendente, enfatizando a relação entre genótipo (genes recebidos) e fenótipo (a manifestação dos genes).

Mas, nesse caminho, há ainda outros ganhos, sem contar o próprio aprendizado lúdico:  estabelecer relação entre a Educação Básica e a Academia, que normalmente andam bem distantes no Brasil, por exemplo, é um ganho para ambos os lados. Brincar de bonecas gera, assim, conhecimento e filhotes de pano muito simpáticos, mas também, certamente, aproxima os futuros universitários daquilo que é possível produzir em uma universidade. Isso também há de gerar frutos.

Texto: Lucia Martarello Bon (Biologia – Ensino Médio)