Cores e formas do amor

Cores e formas do amor

Colégio Ítaca

04 Dezembro 2015 | 14h51

No imaginário popular, o amor pode estar presente nas  curvas dos morros, nas pedras dos caminhos, nos rios, nas ruas… e até nas vielas das estradas mineiras que levavam escravos e desbravadores ao ouro e ao diamante. Chica da Silva sonhava com João Fernandes, quando buscava, num mapa pendurado na parede de seu palácio, diminuir a distância entre Brasil e Portugal. Tomás Antônio Gonzaga, partindo para o desterro, imaginava sua Marília correndo para um encontro final junto ao chafariz da praça.
O amor é abstrato? Concreto? Indizível?
O museu Inhotim, na cidade de Brumadinho-MG, foi o palco de busca por respostas: os alunos do 9º EF fotografaram cantos, curvas, formas, cores que pudessem “dizer” o amor. Depois, já de volta a São Paulo, deixaram-se levar pelos sentidos, nesta solitária tarefa de escrever um poema sobre o amor.
Leia alguns deles.
Prof. Lina Mendes (Português 9EF)
Não era
O amor é
uma falácia
que explica
nossos vícios
e nossas dores
e nossos medos
e que parece explicar
tudo.
E esse tudo explica
todo resto.
E eu?
Eu que achava
que ter o braço
aberto
e o coração
sangrando
era amor.
Não era…
Ter você por
cima
Ter você em mim.
Não era
nem quando você disse que era,
era.
Nunca foi.
Fernanda P.
Acenda a luz
Tenho medo do escuro
acenda uma luz,
vem!
Me tira desse breu.
Vivo de saudade
quando você vai
te vejo sair
me preparo para a espera
de um “oi” no meio da tarde,
uma ligação no fim do dia.Recebo meias…
Meias saudades
meias promessas
meias verdades
meio amor
Quando o que eu quero
é transbordar.Voa, voa, Solidão
navega pela dor,
mas não se incomode,
não sinta saudade
como sempre,
logo te encontro.