A escolha de uma nova escola – II

A escolha de uma nova escola – II

Colégio FAAP

06 Outubro 2017 | 14h51

Conforme prevenimos em nosso post anterior, escolher uma nova escola para os nossos filhos demanda tantos cuidados que seria muita prepotência tentar oferecer algumas sugestões úteis em tão exíguo espaço.

Feita a primeira confrontação entre os valores da escola e os da família, surge a etapa de se verificar a dinâmica de implementação concreta do projeto pedagógico proposto pela escola em seus detalhes.

A coerência de uma proposta pedagógica séria deve perpassar a escola em todos os seus segmentos: do site, passando pela portaria, até a equipe pedagógica, deve haver uma coesão, uma unicidade. Educar pressupõe cuidados e delicadezas que, quaisquer desvios, são indicadores de riscos, e qualquer dissonância será amplificada pelos educandos e comprometerá a seriedade do projeto. Educar é, sempre, ensinar pelo exemplo!

A escola deve ser visitada “em vida”. Os pais devem ter acesso às instalações que, diga-se de passagem, não devem ser consideradas essenciais, mas como nelas os alunos são estimulados a viver. Vai longe o tempo em que uma sala de computadores,  laboratórios bonitinhos ou recursos audiovisuais determinavam a qualidade do ensino. Infraestrutura é ferramenta, nunca objetivo.

O passo seguinte deve ser o da constatação do detalhamento das estratégias didáticas adotadas, os critérios de avaliação e, sobretudo, de promoção que podem constituir sérios comprometimentos ao processo de aprendizagem. Hoje, mais do que nunca, a quantificação das ações humanas resultando em sucesso ou fracasso anda no fio da navalha; em educação é, lamentavelmente, um lugar comum, encontrarmos “seres fracassados” pela incompetência dos avaliadores.

Sistemas de provas, regime tarefas domiciliares, apoio às carências. Toda essa importante abordagem deve ser muito criteriosamente analisada pelos pais e, acima de tudo, confrontada às características do educando. Nada mais triste do que os chamados “colégios fortes” a partir do amesquinhamento de seus alunos.

Deixaremos para o próximo post mais algumas pistas de como escolher um novo colégio ou, o que não deixa de ser útil, de se avaliar a instituição em que estamos. Muitas vezes, pela inércia do conservadorismo natural que o educador busca para seus filhos em termos de segurança, perdemos o senso crítico situacional.

 

Professor Henrique Vailati Neto é diretor do Colégio FAAP – SP.
Formado em História e Pedagogia, com mestrado em Administração. É professor universitário nas disciplinas de Sociologia e Ciência Política. Tem quatro filhos e quatro netos.

Troque ideia com o professor: col.diretoria@faap.br