Desenvolvimento de competências socioemocionais promove aprendizagem mais consistente

Desenvolvimento de competências socioemocionais promove aprendizagem mais consistente

CPV Educacional

31 Agosto 2017 | 11h25

Aluna do Colégio CPV produz autorretrato em atividade para desenvolver competências socioemocionais

Aluna produz autorretrato em atividade para desenvolver competências socioemocionais

O desenvolvimento das competências socioemocionais vem sendo apresentado como uma das grandes tendências da Educação. Isso porque, de acordo com pesquisa realizada em 2013 pelo Instituto Ayrton Senna com 25 mil alunos, as atitudes para controlar as emoções, além de serem essenciais para a boa convivência em sociedade, ajudam a promover uma aprendizagem mais consistente. “A cooperação, a empatia e a responsabilidade social são algumas das competências não cognitivas que auxiliam na construção do conhecimento”, diz Daniela Ferreira da Silva, geocientista, pedagoga e mestre em Educação.

Daniela entra em sala duas vezes por semana em cada uma das turmas do Ensino Fundamental II do Colégio CPV. Na pauta da “matéria” Competências Socioemocionais estão assuntos como autoconhecimento, autocontrole, respeito e tomada de decisões. O trabalho não é simples: cada sala reúne alunos em diferentes fases e com diferentes personalidades. Mesmo assim, a proposta de atividades que coloquem a turma em sintonia surte os efeitos desejados.

A turma do 7º ano, por exemplo, começou o bimestre fazendo um autorretrato. Cada aluno teve que pensar sobre si mesmo, desenhar como se imagina, listar suas características positivas e seus aspectos que precisam ser melhorados e refletir sobre cada um deles. Em outra atividade, dessa vez em conjunto com a disciplina Português, a partir da leitura da crônica O Nariz, de Luis Fernando Veríssimo, duplas sorteadas aleatoriamente enumeraram pontos que eles tinham em comum um com o outro e características distintas.


O objetivo, de acordo com Daniela, era mostrar que, para além das diferenças, existem pontos de intersecção que os aproximam. E são justamente as semelhanças que possibilitam a construção de um diálogo e a partilha de vivências. “Elas ajudam a solucionar os problemas e a regular o comportamento a partir de diferentes óticas, uma vez que, ao se dar conta que os seus problemas também são dilemas do outro, as relações e os sentimentos são transformados”, explica Daniela.

As respostas são imediatas, mas os ganhos são mais demorados. Com esse levantamento de valores, os alunos definiram o que gostariam de desenvolver e também mostraram ter noção de quais atitudes são importantes para isso. “É possível chegar a esse nível de conhecimento quando, após cada atividade, discutimos o que ela significa e como isso se constitui no nosso dia a dia.”, conta Daniela. Mesmo assim, internalizar cada uma das atitudes no cotidiano exige muita prática e força de vontade. “É um ajuste pessoal de rota, e é natural que ele tome um certo tempo”, finaliza Daniela.