O “faz de conta” no aprendizado infantil

O “faz de conta” no aprendizado infantil

Carina Gonçalves

21 Agosto 2015 | 00h49

O “Faz de Conta” no aprendizado infantil

Por Carina Gonçalves – 21 de agosto de 2015

 Projeto Fabulas5


 

Já dizia o grande mestre Paulo Freire: “aprender não pode dar-se fora da alegria”. Ainda mais no universo das crianças, que por si só já são pura fantasia. Para atraí-las e envolvê-las em novas atividades, que requerem o uso do senso cognitivo (percepção, atenção, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem), muitos professores recorrem ao “faz de conta” na educação.

 

E a criação de projetos literários são alternativas possíveis para abordar diferentes gêneros textuais. As turmas da educação infantil do Colégio Bal, por exemplo, tiveram experiências marcantes e encantadoras com base em fábulas do faz de conta.

 

“Na prática, os alunos participaram da contação de histórias e de debates coletivos. Depois, fizemos releituras dos clássicos com registros gráficos e artísticos, que proporcionaram aos grupos uma nova forma de expressar seu senso comum”, comenta Gleisse D. Penha, coordenadora pedagógica da educação infantil.

 

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Posteriormente, os professores discutem com os pequenos alunos questões pertinentes ao dia a dia deles, assim como sobre o conceito moral apresentado nas histórias. Pode-se dizer que a literatura e a educação não são restritas apenas à pesquisa ou consulta. Ambas são voltadas, também, para a satisfação de necessidades do ser humano (afetivas e culturais).

 

Estimular a oralidade no texto literário, aproveitando o universo infantil, possibilita a prática de diversas formas de leitura e interpretação, o que inclui diferentes campos de linguagem como, por exemplo, artes plásticas, teatro, músicas, poemas, entre outros.  As crianças são envolvidas na construção de um novo texto, com foco em seus conceitos e entendimento cognitivo.

 

A aplicação deste tipo de leitura é eficiente e abrange tópicos além da apropriação de significado.  Há um estimulo sobre a memória cultural dos pequenos, que será útil para o desenvolvimento intelectual e crítico durante a fase de leitura convencional. Como dizia Cesar Coll, “tão importante quanto o que se ensina é como se ensina e como se aprende”.  O resultado pode ser visto nas imagens de nossos alunos, felizes e envolvidos em cada processo construtivo.

 

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