O caminho para formar leitores e escritores competentes

O caminho para formar leitores e escritores competentes

be.Living | Educação Bilíngue

15 Maio 2017 | 10h13

Quem, na volta às aulas, já não teve que escrever uma redação sobre as férias? Essa é uma atividade muito comum nas escolas, mas as crianças acabam escrevendo sem muita ciência se o que estão produzindo é um relato, um conto ou uma crônica. Essa falta de distinção entre os gêneros acaba deixando a criança sem saber o que está escrevendo e, consequentemente, como escrever.

Para estruturamos bons textos, precisamos ter plena consciência dos recursos que usamos, do que queremos comunicar e com quem vamos dialogar. A be.Living acredita que uma forma de alcançar isso é lendo, lendo muito! Na companhia dos professores, a leitura de bons textos, de diferentes gêneros literários, acompanhada da análise das estruturas discursivas e notacionais dos mesmos, ajuda a criança a perceber o que há em comum entre os gêneros e também o que os distingue.

Ao ler fábulas, por exemplo, elas notam que a maioria dos personagens são animais e que há sempre uma moral, implícita ou explicita no texto. Já em alguns contos lidos percebem que começam com “Era uma vez” e terminam com “felizes para sempre”. Outras turmas, por sua vez, ao trabalhar com a autora Clarice Lispector, notam que em suas crônicas, ela costuma usar artifícios para dialogar com o leitor. Se dando conta desses inumeráveis recursos, os estudantes têm em suas mãos elementos valiosos que podem usar para criar bons textos de forma muito criativa.“Por isso, quando a be.Living escolhe olhar para os gêneros, entendemos que eles são nossas grandes ferramentas para formar leitores e escritores competentes”, defende a Coordenadora Gabriela Fernandes.


Depois de muitos livros lidos, fica a questão: e se as crianças dividissem esse repertório com outras pessoas? Essa é ideia por trás do Sábado Literário. Cada turma se envolve com uma tipologia textual para, no dia do evento, compartilhar com seus colegas e famílias o que aprenderam. A Coordenadora Gabriela Fernandes explica que “a escolha da tipologia textual para cada faixa etária está baseada nos objetivos de aprendizagem que se tem para cada grupo. Esses objetivos envolvem tanto o desenvolvimento das práticas de leitura e escrita quanto o vínculo desse gênero com o seu contexto social, histórico e cultural de circulação.”

No próximo e último texto da série sobre literatura na infância, vamos falar sobre Storytime! Acompanhe nossas postagens na página do Facebook para conferir esse conteúdo e a cobertura do Sábado Literário.