Inglês não é coisa de adulto: pense nisso agora mesmo

Nathalia

23 Maio 2017 | 15h25

O tema educação é um dos assuntos que começa a figurar na lista de preocupação dos pais desde que eles descobrem que há uma nova vida a caminho. Existe idade ideal para a primeira ida à escola? Quais critérios levar em consideração na hora de escolher qual a melhor opção dentre as possibilidades? Como engajar as crianças nos estudos? Como contribuir para o aprendizado em casa? Essas são apenas algumas das perguntas que você provavelmente já se fez em algum momento do seu ciclo de maternidade ou paternidade. O nível primário é, sem dúvidas, o elemento central desta reflexão porque ele impacta diretamente o futuro de sucesso que se deseja para os filhos, mas no mundo globalizado de hoje, há um outro aspecto que precisamos trazer cada vez mais para a fase da infância que é o aprendizado de inglês.

A globalização fez com que o idioma seja hoje a língua mundial dos estudos, dos negócios e do lazer também. No universo acadêmico, as maiores universidades do mundo adotaram currículos lecionados totalmente em inglês, mesmo nos países em que esse não é o idioma mãe, como é o caso da Espanha, por exemplo. Isso facilita a integração dos alunos estrangeiros vindos de qualquer parte do mundo, mas ainda representa uma barreira para os estudantes brasileiros. Para entender a dimensão dessa realidade, o programa Ciência sem Fronteiras precisou, nas primeiras turmas, retornar ao país bolsistas que estavam estudando em locais como Estados Unidos, Inglaterra e Canadá por conta da falta da fluência no idioma para acompanhar as aulas e pesquisas.

Agora, pensando no mercado de trabalho, segundo a pesquisa “Inglês no Trabalho”, conduzida por Cambridge English Language Assessment, departamento da Universidade de Cambridge responsável por avaliações de proficiência da língua inglesa e formação de professores, e pela QS Intelligence Unit, que atua com coleta de dados do mercado empregador e de educação, mais de 95% dos empregadores de países não nativos em inglês acreditam que o idioma é importante e representa a língua dos negócios. Entretanto, um em cada cinco gestores da liderança dos negócios globais ainda não possui os conhecimentos de língua inglesa necessários para atender a expectativa das empresas. Um outro levantamento, realizado pela Catho, indicou que apenas 11% dos candidatos brasileiros a emprego são capazes de se comunicar na língua.

Por vezes, confiamos na qualidade das aulas oferecidas na própria escola regular até que essas situações nos chamam atenção na adolescência dos nossos filhos ou até na fase universitária porque estão relacionadas com as experiências que eles vão almejar ou vivenciar. E, assim, a atenção para a necessidade de estudar o idioma de forma profunda e sólida também cotidianamente se concentra neste período, que já está muito próximo de quando eles precisam provar a habilidade. Dessa maneira, na ânsia de correr atrás do prejuízo e ao não levar em consideração que o ensino é um processo, com etapas que vão desde a divisão de conhecimento do professor até a mensuração de resultados com a avaliação, alimentamos um cenário comum no Brasil que é as pessoas saírem dos cursos sem conseguir se comunicar e aplicar o que deveria ser aprendido.

Ou seja, se pensarmos em toda essa realidade desde o momento em que pensamos sobre o papel da educação básica, daremos aos nossos filhos muito mais chances no futuro. Ao analisar as opções de escola, por exemplo, leve em consideração também a importância que ela dá para o ensino do inglês e como comprova o aprendizado (muitas vezes a disciplina é tida como “acessória” e é lecionada por professores sem especialização). Provisione, ainda na gravidez, um investimento focado no idioma (seja um centro de idiomas, uma escola bilíngue, professores particulares etc). E, não menos importante, assuma a reponsabilidade pela exposição cotidiana das crianças à língua em atividades comuns do dia-a-dia, como cantar e brincar. Isso estimula o aprendizado e o torna mais fácil e associativo. É bastante simples começar agora mesmo com recursos digitais desenvolvidos especificamente para isso.

Como exemplo, no portal de Cambridge (http://www.cambridgeenglish.org/br/) é possível encontrar uma série de ferramentas gratuitas focadas nas crianças, como é o caso da série de vídeos Sing and Learn, desenvolvida em formato de karaokê para que elas possam se divertir e soltar a voz durante as férias ou momentos de descanso e descontração, enquanto aprendem inglês de uma maneira lúdica. Canções infantis familiares foram regravadas com novas letras que têm como base o vocabulário empregado nos exames ‘Cambridge English: Young Learners (YLE)’, uma série de testes divertidos e motivadores em língua inglesa para estimular o aprendizado, checar se o conhecimento no idioma foi adquirido de forma sólida e preparar os alunos para os certificados do futuro. De forma interativa, os pequenos são convidados e incentivados a cantar junto e, de maneira complementar, há atividades temáticas de leitura e escrita baseadas no vocabulário, gramática e estrutura usadas nas letras das músicas e também dicas para pais e professores.

Amanhã, as crianças de hoje vão nos agradecer se dermos este pontapé inicial!