Estímulo do inglês: como pais e filhos podem praticar inglês juntos

Nathalia

29 Novembro 2017 | 10h50

A obrigatoriedade de saber inglês nesse mundo tão globalizado que vivemos é bem clara. Na maioria das vezes os pais despertam para essa necessidade no seu dia-a-dia e a partir disso desejam que seus filhos aprendam o idioma desde cedo, pois buscam o que há de melhor para eles e sabem que o domínio da língua será fundamental futuramente para melhores colocações no mercado de trabalho e para que tenham a possibilidade de cursar programas de ensino no exterior, por exemplo.

Apesar de entender todo esse contexto de importância, é comum que eles esbarrem em algumas dificuldades na hora de despertar o interesse das crianças pela língua. Há diversos motivos para isso, mas um que é bastante recorrente está ligado ao passado: parte desses pais não teve oportunidade de aperfeiçoá-la, já outra grande parcela possui bloqueios em função dos antigos métodos de ensino, que muitas vezes eram tachados como chatos e traumáticos. Dessa forma, muitos não se acham capazes de contribuir para o aprendizado dos filhos.

Felizmente, a história não é bem assim! Até aqueles que não dominam o inglês podem estimular os pequenos e envolver-se com o aprendizado, inclusive com crianças que frequentam escolas de idiomas.

Criar o hábito de perguntar aos filhos como estão sendo as aulas de inglês é uma boa forma de começar, mas não se esqueça que isso precisa ser feito de forma a parecer uma brincadeira (e não em tom de cobrança). Proponha, por exemplo, um Bingo em inglês e peça para que a criança preencha a cartela com as novas palavras e expressões que aprendeu. Aproveite o momento para estimular o diálogo, passando por perguntas sobre o que foi fácil nesse processo de adquirir o idioma e onde estão as dificuldades mais recorrentes.

Além disso, estabelecer uma rotina de estudos é importante. Separe um tempo para revisar as tarefas da escola e vá acompanhando com os pequenos o raciocínio dele para responder as perguntas e concluir a lição. Se a agenda falhar, sugira que ele mesmo mostre para você seus avanços. Dessa forma, a criança se sente valorizada e segura do caminho que está percorrendo, além de ser uma ótima maneira de exercitar o afeto.

O aprendizado se dá por meio da exposição e da vivência do conteúdo que se pretende que seja adquirido. Ou seja, mesmo que mínimo, o estímulo é válido. Verifique as atividades diárias e os contextos inseridos nos materiais escolares e crie situações para que os filhos usem o vocabulário aprendido no dia-a-dia. Por exemplo, se estão na fase de conhecer as cores no idioma, aponte para um carro vermelho na rua e diga que se esqueceu como se diz a cor em inglês. Crie games que propiciem perguntas e respostas para os maiores. Isso ajuda na assimilação e na pronúncia, pois a criança acaba repetindo mais vezes as novas palavras em situações reais fora da sala de aula.

Aproveite as férias! Estamos às vésperas do recesso de verão e de uma porção de tempo livre que pode ser usada para coisas divertidas, como assistir a desenhos infantis já conhecidos no idioma materno, mas dessa vez na outra língua. Por já conhecer o enredo e por conterem uma pronúncia e fluência perfeitas, o cérebro trabalha automaticamente com a associação de palavras e imagens. Cantar também é um exemplo de atividade de lazer que pode ser usada para treinar o inglês. E, como bônus, se lembre que dessa forma pais e filhos ganham ao perpetuar memórias e experiências que contribuem para provar que o inglês é natural, está no cotidiano e não é uma coisa chata e tão pouco sem graça.