NA ESCUTA | Vigiar e punir?

Colégio Stockler

03 Maio 2018 | 13h28

Os 5 erros que os pais mais cometem na hora de acompanhar o desempenho escolar dos filhos

 

Vivemos a era da ultra competitividade. No trabalho, na vida pessoal, tudo parece apontar para a necessidade de render cada vez mais. É natural que essa pressão por resultados contamine também a relação de pais e filhos quando o assunto é o desempenho escolar. Se, por um lado, estabelecer expectativas elevadas sinaliza para a criança que o adulto acredita em sua capacidade, é preciso evitar algumas armadilhas para que a cobrança não prejudique a aprendizagem. Vale a pena ficar atento aos seguintes erros, bastante comuns entre pais de crianças e adolescentes em idade escolar:

 

1. Controlar obsessivamente todos os detalhes da rotina escolar do filho.

Por que atrapalha: demonstra a falta de confiança na capacidade da criança de realizar tarefas e administrar prazos que são de sua responsabilidade. Além de impedir a construção da autonomia, esse comportamento pode levar o aluno a não se apropriar dos resultados que obtiver.

 

2. Vincular desempenho a objetivos vagos, de longo prazo.

Por que atrapalha: para promover uma mudança de hábito ou comportamento, o ser humano precisa sentir que está progredindo. Pequenas conquistas como, por exemplo, realizar todas as tarefas da semana, são mais realistas.

 

3. Adotar um tom fatalista ou ameaçador ao falar de determinada disciplina ou matéria.

Por que atrapalha: “Física não é seu forte, vai ter que estudar muito!” Frases como esta são muito prejudiciais à autoestima do jovem. É como se ele fracassasse de largada. Estudar também é desenvolver a confiança para enfrentar desafios.

 

4. Focar apenas no resultado numérico.

Por que atrapalha: a nota é um importante balizador do desempenho mas é essencial valorizar as demais etapas do processo de aprendizagem como a tarefa e a confecção de material de estudo. Quanto mais sistemático o empenho, melhor será o resultado final.

 

5. Diante de um resultado insatisfatório do filho, atacar o projeto da escola e a competência técnica do professor.

Por que atrapalha: a falta de confiança na instituição, evidenciada por esse comportamento, torna-se um pretexto para justificar a falta de hábito de estudo e de resiliência para cumprir tarefas difíceis ou trabalhosas.

 

 

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