ESTUDE MELHOR: Três técnicas (comprovadas!) de estudo para ajudar seu filho a melhorar o desempenho escolar

Colégio Stockler

26 Setembro 2017 | 14h40

Quando o assunto são estratégias de estudo, sobram palpites e falta comprovação. Não estamos falando de comprovação pessoal, do tipo empírico. É natural, aliás, que cada estudante teste e adote os métodos que funcionam melhor para ele. Mas o que os pais podem fazer quando mesmo os anos de experiência escolar parecem não ter preparado seus filhos para a tarefa de… estudar?

Diante desse quadro, muitos adultos sentem-se impotentes. Vasculham a memória em busca de respostas, mas não conseguem encontrar dicas práticas para dividir com os filhos além do famoso “senta e estuda”. É nessa hora que a preocupação com o desempenho, algo que poderia ser transmitido ao jovem como sinal de afeto, vira cobrança improdutiva.

Quer fugir dessa armadilha? Então confira três técnicas comprovadas que podem servir como disparador para uma conversa mais positiva sobre hábitos de estudo:

 

 

1. Vença a Curva do Esquecimento

Em 1885, o psicólogo alemão Hermann Ebbinghaus formulou e testou uma teoria sobre a retenção de informações na memória. A partir dessas experiências, ele estabeleceu a chamada “curva do esquecimento”, representação gráfica do tempo que nosso cérebro leva para esquecer um novo conteúdo. Dentre outras coisas, Ebbinghaus descobriu que retomar uma nova informação nas primeiras 24 horas após o primeiro contato com o assunto tem um profundo impacto na fixação. Mas para que essa estratégia seja verdadeiramente eficaz, ela demanda um esforço ativo de lembrança. Na prática, funciona assim: no mesmo dia em que ocorreu a aula sobre determinado tópico, o aluno deve ler sobre o assunto no livro didático, consultar anotações da aula ou fazer exercícios. Em seguida, deve guardar tudo na mochila e tentar lembrar, sem qualquer apoio ou consulta, o máximo de informações possível sobre o assunto. Vale simular uma explicação da matéria para alguém ou fazer um download no papel. Não importa a forma do registro, o que está em jogo é o esforço de memória.

 

2. Aposte as fichas no Método Leitner

Desenvolvido pelo jornalista científico alemão, Sebastian Leitner, esse método permite ao aluno galgar níveis de proficiência em determinado tema usando fichas de papel. Para estudar usando a técnica desenvolvida por Leitner, o aluno deve registrar, de um lado da ficha, o tópico sobre o qual deve reter alguma informação, por exemplo, “área de um triângulo”. Dependendo da matéria, esse apontamento pode ser feito em forma de pergunta. Por exemplo: quais as diferenças entre as ‘rebeliões nativistas’ e as ‘rebeliões emancipacionistas’? Do outro lado da mesma ficha, ele deve anotar a informação ligada a esse tópico ou a resposta à pergunta.

Depois de preparar todas as fichas relacionadas à matéria a ser estudada, o aluno deve varrer a pilha e formar um novo grupo contendo apenas as fichas para as quais não soube dar a resposta correta. Na próxima sessão de estudos, o jovem deve começar pela pilha de tópicos cujas respostas não acertou, formando um novo grupo com aquelas fichas que errar novamente e assim, sucessivamente, até dividir todos os temas em pilhas correspondentes ao seu nível de proficiência em cada assunto. Recomenda-se organizar o estudo em até cinco níveis de proficiência. A frequência com que o jovem deve revisar cada pilha variará conforme o seu domínio dos temas.

 

3. Pense em como você pensa

Diversos estudos mostraram que ao parar para refletir (e anotar, uma vez que registrar é um dos pontos-chave de quase todas as técnicas comprovadas de estudo) sobre o conhecimento prévio que temos sobre determinado assunto, aqueles pontos da matéria que nos causam mais dúvidas ou insegurança, tornamo-nos mais capazes, não só de reter, mas também de transferir o conhecimento adquirido para outros contextos e situações. Esse exercício também é chamado de metacognição. Seguem algumas perguntas que podem ajudar o aluno a se conscientizar sobre o próprio estudo:

a) Durante a aula, quais dúvidas estão me ocorrendo?

b) Estou anotando minhas dúvidas? Como farei para saná-las?

c) Estou conseguindo distinguir entre informações-chave e detalhes complementares?

d) Ao fazer a tarefa, o que estou achando mais difícil?

e) Que outras fontes eu poderia consultar para facilitar a finalização da tarefa?

f) Tenho estudado de forma sistemática?

g) Estou aproveitando todos os recursos (listas extras, material disponibilizado online, leituras complementares indicadas pelo professor) disponíveis para estudar essa matéria?