TECNOLOGIA E APRENDIZAGEM | Celular na sala de aula. Pode?

TECNOLOGIA E APRENDIZAGEM | Celular na sala de aula. Pode?

Colégio Stockler

11 Agosto 2017 | 11h50

A experiência do Stockler na transformação do smartphone em aliado dos professores

 

Desde a popularização dos smartphones, docentes mundo afora se viram forçados a lutar contra mais um fator de distração em sala de aula. Redes sociais, vídeos e recursos de envio de mensagens passaram a integrar o rol de inimigos da aprendizagem. Com o tempo, o telefone celular tornou-se um verdadeiro apêndice dos jovens. E assim a escola viu-se diante de um enorme desafio: o de desgrudar o aluno da tela, ao menos durante o período das aulas. Isso sem falar no impacto dessa tecnologia na etapa que o estudante precisa cumprir em casa, sem a presença do professor como alguém que coíbe o acesso ininterrupto a conteúdos muito mais sedutores do que um exercício de matemática.

Luta inglória essa. “No Stockler, começamos a questionar se o erro não estaria em olhar para o celular exclusivamente como um obstáculo à aprendizagem,” conta Miguel Arruda, supervisor pedagógico da escola. “Será que se entendêssemos melhor a vida digital dos jovens, quais redes eles acessam de fato, quais conteúdos lhes são mais sedutores, não conseguiríamos transformar o celular em uma ferramenta que enriquecesse a experiência de nossos alunos tanto dentro quanto fora da escola?”


 

Snapchat e o acesso instantâneo a conteúdo pedagógico

Nada dos textões que circulam pelo Facebook. A esmagadora maioria dos conteúdos consumidos pelos adolescentes hoje são efêmeros, acessados com voracidade proporcional à agilidade do acesso e à intensidade da reação que provocam. Não é de se estranhar que o Snapchat tenha ultrapassado as demais redes sociais em popularidade entre os membros dessa faixa etária. Um dos recursos disponíveis no Snapchat é a utilização da câmera do celular para leitura de QR codes, aqueles quadradinhos que direcionam o usuário para páginas na Internet. “Estávamos programando a atualização anual das apostilas que os nossos alunos da 3ª série utilizam na preparação para os vestibulares e decidimos fazer uma experiência com esse recurso,” conta Arruda.

A equipe de coordenadores topou o desafio e partiu em busca de conteúdos pedagógicos disponíveis na rede que pudessem complementar, aprofundar ou ilustrar a matéria contida nas apostilas. A primeira versão do material do Stockler atualizada com QR codes está sendo testada pela turma este ano. A resposta, até o momento, foi bastante animadora. Professores das disciplinas de ciências, por exemplo, relataram que a possibilidade de tornar mais concretos conteúdos complexos, com a visualização de vídeos e demonstrações virtuais que podem ser acessados pelo aluno a qualquer momento, tornou as apostilas muito mais dinâmicas.

A principal lição extraída pela equipe do Stockler ao repensar o papel do celular na sala de aula foi que para converter a tecnologia em aliada, ela não pode ser um fim em si só. “Fomos claros com nossos coordenadores que a qualidade do conteúdo que daria origem aos QR codes era muito mais importante do que o recurso em si,” comentou Arruda. “Não estamos aderindo a um modismo, estamos procurando novas formas de engajar nossos alunos no estudo.” Outro grande aprendizado extraído pela escola ao fazer essa experiência foi o de que de nada adianta embarcar em uma experiência com uma nova ferramenta sem refletir sobre o usuário, seus hábitos e suas reais preferências.

 

Colégio Stockler na Rede