A reinvenção do Stockler Vestibulares

Colégio Stockler

07 Fevereiro 2018 | 11h34

Pré-vestibular que revolucionou o setor nos anos 1980 retoma atividades com a abertura de uma única turma e aposta em exclusividade

 

Quando o Stockler Vestibulares abriu sua primeira turma, em 1985, na garagem do professor de física Marcos Stockler, o vestibular era outro, mas as salas dos cursinhos se pareciam bastante com as de hoje: uma centena de alunos, poucas janelas e muita pressão. O Stockler fez história ao montar turmas com número reduzido de alunos, um quadro de professores excepcional, em que figuravam nomes como os de Heródoto Barbeiro e Demétrio Magnolli, atendimento personalizado e ambiente amigável. Em consequência desse modelo inovador, o cursinho apresentava índices de aprovação que beiravam 100% em carreiras disputadas como medicina e engenharia. Os valores que nortearam o começo dessa história associados às recentes exigências dos processos seletivos e às demandas de aprendizagem da geração de nativos digitais inspiram a nova turma de cursinho preparatório que começa em 2018.

 

A palavra nova aqui assume dois sentidos: nova porque será a primeira turma de cursinho no Stockler desde 2011. Mas nova, sobretudo, porque vem para preencher uma lacuna que está relacionada às transformações do contexto educacional brasileiro. “Mudanças como o fortalecimento do Exame Nacional do Ensino Médio, a ampliação das cotas nas universidades públicas e as habilidades cobradas nas provas para ingresso no ensino superior, que agora extrapolam o domínio do conteúdo, fizeram com que a gente entendesse que era necessário, mais uma vez, reinventar o que é o cursinho pré-vestibular”, afirma Mariana Stockler, uma das gestoras da instituição.

 

 

Raio-x do novo Stockler

• Uma única turma, 25 vagas

• Material didático multiplataforma

• Coaching para elaboração e acompanhamento de metas acadêmicas e pessoais

• Carga horária estendida para quem prestará os vestibulares da FGV, Insper e ESPM

• Aulas individualizadas de produção textual

• Atividades especiais para desenvolvimento de repertório

• Oficinas de oratória

 

 

O vestibular do futuro: argumentação, empatia e até inteligência emocional

Antes os vestibulares se propunham a selecionar aqueles com mais domínio do conteúdo do Ensino Médio, treinados para resolver problemas difíceis na área de Exatas e com boa memória para guardar informações das matérias de humanas. Hoje, são exigidas, além da capacidade de pensar de modo interdisciplinar e de interpretar texto em profundidade, como no Enem, também habilidades que se aproximam das pedidas para líderes de empresas. Na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, além das provas tradicionais, os candidatos ao curso de Administração de Empresas devem entregar uma carta de motivação na qual justificam sua escolha pela FGV, assim como acontece em universidades de ponta nos Estados Unidos. Na segunda fase, os aprovados para essa etapa têm que sustentar oralmente o que escreveram na carta em uma entrevista, o que demonstra a valorização de habilidades não cognitivas. A etapa oral se repete no curso de Direito da instituição.

 

Já no Insper, há dinâmica de grupo e entrevista para os cursos de Engenharia, Economia e Administração. Segundo o edital do vestibular, são medidas “comunicação assertiva, comunicação de equipes e pensamento crítico”. Em outras palavras, o que os estudos de psicologia convencionaram chamar de habilidades socioemocionais, algo “que a escola também tem o papel de desenvolver”, ressalta o coordenador de projetos do Stockler, Eduardo Valladares.

 

O novo formato alcança também a seleção nas faculdades de Medicina. No Einstein, que abriu seu curso em 2015, há também entrevistas com uma série de profissionais diferentes e já houve até dramatização em uma das etapas. Além do conteúdo, o que está em jogo são a capacidade de comunicação e de empatia e a ética, tão importantes quando se trata dessa profissão.

 

 

 

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