Estudantes simulam reunião interna da ONU

Estudantes simulam reunião interna da ONU

Colégio São Luís Jesuítas

08 Setembro 2015 | 10h30

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Alunos da 3ª série do Ensino Médio do Colégio São Luís assumem o papel de diplomatas, juízes e jornalistas, representando alguns dos 193 países membros da Organização das Nações Unidas – ONU, e discutem temas da atualidade, como o conflito interno na Ucrânia, as Metas do Milênio estabelecidas pela ONU, Recuperação Econômica Europeia após a Crise de 2010 e Plano de Partilha da Palestina de 1947.  Assim é o evento que há nove anos é realizado por inciativa dos estudantes, que organizam o encontro com orientação dos professores. A 9ª edição da SINU – Simulação Interna das Nações Unidas ocorre de 11 a 13 de setembro, nas dependências do colégio. O evento espera atrair aproximadamente 500 pessoas, entre alunos, pais, ex-alunos, professores e convidados.

Nas discussões, cada participante deve se inteirar das características gerais do país que representa e de sua política externa, se comportar de maneira diplomática e respeitar as regras de conduta. Além de trajar roupas formais compatíveis com a situação simulada e defender a posição oficial e os interesses de seus países. O evento visa a desenvolver a oratória e a habilidade em argumentação, ampliar a visão sobre os problemas que atingem a sociedade e proporcionar aos alunos a chance de discutir temas importantes e polêmicos de âmbito internacional.

_DSC0067bA SINU tem a participação de 200 alunos do Colégio São Luís, além de cerca de 50 alunos do Colégio São Francisco Xavier, ambos da Rede Jesuíta de Educação. Segundo o estudante Marcelo Funari, um dos organizadores da 9ª SINU, o evento tem um potencial enorme de despertar nos alunos uma vontade de transformação da realidade. “Ao passarem dias agindo como diplomatas e provocando mudanças efetivas no panorama simulado, acredito que o desejo de aplicar tais mudanças ao mundo real é, de fato, estimulado nos participantes”. Funari participou da SINU no ano passado e este ano é um dos organizadores.

Essa edição terá a presença, na cerimônia de abertura do evento, dia 11/9, das 18h30 às 20h, do professor Geraldo Adriano Godoy de Campos, que falará sobre terrorismo e os limites da soberania de cada país. Campos é professor de Sociologia das Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing – ESPM e diretor do Instituto de Cultura Árabe de São Paulo – Icarabe. Na abertura, também haverá palestra de Caco Galhardo, cartunista da Folha de São Paulo, sobre o caso do jornal satírico francês Charlie Hebdo, alvo de um atentado no começo deste ano.

Temas polêmicos – Como em todas as edições da SINU, haverá comitês fixos com seus respectivos temas. O Conselho de Segurança das Nações Unidas (CS) discutirá o conflito interno da Ucrânia, iniciado a partir de uma dualidade entre União Europeia e Rússia; e o Conselho de Direitos Humanos (CDH), as Metas do Milênio estabelecidas pela ONU em 2000, que visam ao desenvolvimento mundial para alcançar uma melhor qualidade de vida para a população, além de acabar com as violações dos direitos humanos no mundo – a data limite para alcançar essas metas é 2015. Também haverá o Conselho Europeu (CE), que levantará discussões sobre a recuperação econômica europeia após a crise de 2010. E a Reunião para a Partilha da Palestina (RPP), cujo tema é o Plano de 1947, origem dos principais conflitos no Oriente Médio. O Comitê da Imprensa (CI) cobrirá o evento para um jornal impresso e o Facebook.

            Este ano haverá, ainda, o Comitê de Contra-Terrorismo – CCT, um braço do Conselho de Segurança, que terá o desafio de combater o grupo terrorista Boko Haram, extremista da vertente salafista do islamismo. “A SINU é um grande exercício de liderança, quando os alunos trabalham a diplomacia, a paciência, as frustrações, as negociações e a administração de conflitos, aprendem a argumentar, articular e negociar questões e/ou situações que vão além dos interesses particulares, colocando em foco as questões mundiais. Além de desenvolver a habilidade para pesquisar, ir além do cotidiano acadêmico”, diz Cecielio Dias Cortes, assessor da coordenação cristã do São Luís “Ainda que seja em uma simulação, os estudantes exercitam a capacidade de se importar com os problemas dos outros. Para a educação no Colégio São Luís, isso é essencial”. Segundo ainda Cortes, “neste momento da vida dos alunos, em que precisam tomar grandes decisões, como vestibular, ENEM, carreira, futuro, sair da “bolha” e perceber que o mundo é maior que a sala de aula, é de salutar importância para qualificar melhor seu projeto de vida”.