Dicas para ir bem nas redações do vestibular

Dicas para ir bem nas redações do vestibular

Colégio São Luís Jesuítas

31 Agosto 2015 | 14h27

Com a proximidade das provas dos vestibulares, é hora de se preparar para conseguir a tão sonhada vaga na universidade. Para ajudar os estudantes nesse processo, o professor de gramática do Colégio São Luís, Gustavo Máximo, dá algumas dicas para fazer uma boa redação.

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O primeiro ponto seria a revisão de classes gramaticais, ou a verificação do sentido proporcionado pelas palavras no interior da frase.

Segundo o professor, dependendo da posição das palavras na estrutura frasal, pode haver a alteração de sentido, como, por exemplo, em:

“Dilma deixou a plateia consternada”.

A posição do adjetivo “consternada” provoca um problema de intelecção para o entendimento do enunciado. Na verdade, o adjetivo pode se referir tanto ao substantivo “Dilma” , quanto à “plateia”.

Portanto, a revisão de classes gramáticas é imprescindível”, explica ele.

Outro ponto a ser revisto diz respeito ao sentido das orações, sejam elas, coordenadas ou subordinadas e, ainda, a funcionalidade sintática delas.

Na realidade, não se pede a nomenclatura dessas orações nos grandes vestibulares, como FUVEST ou UNICAMP. Por isso, dedicar-se às relações de sentido estabelecidas por elas, na construção de um texto, é de suma relevância.

Ainda, especificidades em relação ao nível de fala, ou seja, a linguagem formal em detrimento da informal – Variantes linguísticas, como, por exemplo, o emprego de pronomes pessoais oblíquos átonos, marcas de oralidade. Note a frase:

Por exemplo: “Me faça um favor” – Uso informal porque o pronome não pode desempenhar a função do sujeito da frase.

Logo, deve-se escrever: Faça-me um favor – Em que o pronome será o complemento do verbo, forma correta pela norma culta.

Um outro ponto importante seria a revisão das funções da linguagem –  Os marcadores de expressividade humana.

Ex.: “Beba Coca-Cola” –

“Em que há, visivelmente, o apelo à ação, o que evidencia assim, a função denominada conativa ou apelativa, explica o professor”.

Por fim, a relação normativa – Revisar sintaxe de regência, sintaxe de concordância e sintaxe de pontuação.

Para o orientador, de acordo com a carreira e o vestibular que o aluno pretenda prestar, o estudo de gramática – padrão culto da Língua –  deve ser de quatro horas por dia, além do tempo vigente em sala de aula. Nós orientamos aqui no Colégio que na 1ª série o educando deve dedicar duas horas diárias; na 2ª série – três horas; no último ano, quatro horas de estudos.