Vamos falar sobre política?

Vamos falar sobre política?

Escola Santi

16 Novembro 2017 | 10h28

Alunos do 9º ano da Santi realizam debate aberto que opõe a democracia direta e a democracia participativa

 

Ser cidadão vai muito além de, uma vez a cada quatro anos, se dirigir até a zona eleitoral mais próxima e digitar na urna um número qualquer. É necessário, além de se informar sobre possíveis candidatos e propostas, entender como funciona o sistema político, quais são e como exercer nossos direitos e deveres.

É pensando nisso que, durante o 9º ano, as aulas de história na Santi levam seu foco para a participação política. Os alunos refletem sobre como, historicamente, as pessoas decidiram se organizar politicamente, sobre o que significa exercer essa participação, os diferentes tipos de eleição e sistemas políticos. No final do 2º semestre, organizam um debate sobre democracia que opõe os modelos de democracia direta e democracia representativa, discutindo sobre as virtudes e limitações dessas duas formas de governo.

O debate é mediado pelo professor de história e assistido por todos os outros alunos do fundamental 2 que, ao final, votam no tipo de participação política que lhes parece mais próxima do ideal, seguindo os argumentos utilizados pelos dois grupos.

“A ideia do debate é discutir a participação política e perceber que ela não deve ser um mero debate eleitoral polarizado entre duas posições. Também é preciso entender as estruturas políticas existentes na sociedade, se informar sobre elas e saber argumentar sobre isto para ter uma participação ativa,” diz o professor de história, Lucas Oliveira, no que é apoiado pela aluna do 9º ano, Julia Bacha dos Santos:

“São as pessoas da nossa geração e das próximas que serão responsáveis por consertar os problemas que existem no mundo atualmente, por isso é muito importante que a gente aprofunde cada vez mais nossos conhecimentos sobre questões políticas.”

Para começar o debate, cada grupo apresenta um texto de abertura que define a sua posição e então podem fazer 3 perguntas a seus opositores, de forma alternada, e têm 3 minutos para apresentar suas respostas, tendo direito a 3 réplicas e 2 tréplicas. Os alunos das demais turmas, que também debateram sobre o tema em sala previamente, também podem fazer perguntas escolhidas coletivamente. Ao final, dois alunos realizam o fechamento do debate, retomando as posições apresentadas por cada grupo e reforçando seus argumentos.

Para que os alunos consigam defender seu posicionamento e não cometam falácias durante seu raciocínio, eles estudam argumentação e elaboram os seus próprios argumentos durante as aulas de língua portuguesa. Em um momento onde o processo de formação de identidade está em vigor nos jovens, a argumentação e a capacidade de defesa são habilidades importantes a serem trabalhadas.

“Debater é fundamental tanto para se fazer política quanto para qualquer situação em que exista diferença de ideias. Saber ouvir a ideia do outro e, a partir dela, reforçar seus argumentos; contrapor o que o outro fala e integrar novos pontos e visões ao seu pensamento; saber pesquisar, se aprofundar em um tema, conversar e aprender com o outro são fundamentais, não só para a política como para a vida”, complementa o professor Lucas.

Para os outros alunos do fundamental 2, assistir ao debate é uma forma de ter o primeiro contato com essa discussão. “É muito legal a gente ter essa participação, porque a gente escuta a proposta de cada um, os argumentos deles, e a gente pode tirar várias dúvidas que vão surgindo, assim nós já vamos formando nossa própria posição e entendendo melhor como nosso país funciona e porque,” relata Felipe Amaral, aluno do 6º ano.

A iniciativa também permite a interação entre alunos de diferentes turmas, a discussão para solução de problemas reais, o trabalho em equipe e o exercício do protagonismo tanto das turmas que apresentam quanto dos demais grupos, proporcionando assim a aprendizagem de diversas competências necessárias para a vida no século 21.

Confira mais fotos do debate no nosso Flickr.