Seu lixo tem dono: você!

Seu lixo tem dono: você!

Escola Santi

04 Janeiro 2018 | 11h28

Crianças de 7 anos da Escola Santi realizam ações para orientar alunos e professores

 

Apesar das constantes campanhas em prol da reciclagem, as dúvidas sobre onde e como descartar cada tipo de material são recorrentes não apenas entre crianças, mas entre adultos também. Cerca de 30% do lixo enviado a cooperativas e centros de reciclagem não pode ser reaproveitado por conta de descarte incorreto de itens que contaminam o restante dos produtos, o que, além de atrapalhar o processo, pode gerar problemas de saúde.

Foi refletindo sobre essas questões e sobre as próprias dúvidas com relação à separação do lixo, que os alunos do 1º ano da Escola Santi resolveram criar uma série de ações dentro e fora da escola para conscientizar a comunidade sobre o descarte correto de resíduos.

As ações fazem parte do projeto “Caminhos do Lixo”, durante o qual os alunos refletem sobre o lixo produzido na escola, de onde ele vem, para onde vai e qual a nossa responsabilidade nesse processo. “Como atividade disparadora, nós armazenamos o lixo produzido pela turma durante uma semana. Assim, podemos conversar e saber o que as crianças pensam, se consideram um problema ou não, e a partir daí, vamos construindo o percurso do estudo, incluindo as dúvidas e caminhos apontados pelos alunos”, explica uma das professoras do 1º ano da escola, Alessandra Calegaris.


Durante o estudo, as crianças acompanham os caminhos de produção e descarte do lixo dentro da escola até a coleta pelo caminhão e separação no destino final. Neste ano, realizaram conversas com outras turmas, com pessoas da gestão da escola e da equipe de limpeza, para compreender todo o processo. E ainda visitaram a cooperativa Yougreen, para onde é levado o lixo reciclável da escola.

Desde o final de 2016, a Escola Santi investe no projeto ReciclaSanti, em parceria com a  ONG Recicleiros, que presta serviços de assessoria para a gestão de resíduos sólidos, tanto na parte de infraestrutura, como também de comunicação, educação e processos. “Nosso objetivo é educar e conscientizar toda nossa comunidade, a fim de mudar o comportamento. A gestão adequada dos resíduos – não só a separação correta, mas principalmente a redução da produção é um desafio que precisa ser abraçado por todos. A questão é urgente”, alerta Adriana Cury Sonnewend, diretora geral da Santi.

A visita à cooperativa também possibilitou que as crianças conhecessem e valorizassem o trabalho de quem participa do processo.”Puderam ver que são pessoas de verdade empenhadas nessa causa, conversar com elas e tirar as dúvidas. Isso tem um impacto nas ações e na postura frente ao uso e descarte de resíduos,” complementa a professora Alessandra, no que é apoiada por Arthur Andrade, consultor da Recicleiros.

 

Compartilhando conhecimento

Os conhecimentos adquiridos ao longo do projeto foram compartilhados com as outras turmas e com os familiares por meio de diversas ações: uma cesta de basquete de lixo reciclável instalada no pátio incentivou o descarte correto pelos alunos do fundamental 1 e 2; textos colocados perto das lixeiras lembravam a todos da importância do descarte correto. Para ajudar quem tem dificuldade, uma das turmas produziu um infográfico com diversas dicas, enquanto outra montou um quiz online que esclarece dúvidas recorrentes.

“Nenhum material muito sujo pode ser reciclado”, alerta Arthur. “Para saber se um material está adequado para ser descartado no recipiente de recicláveis, pergunte a si mesmo ‘Eu guardaria isso na minha bolsa ou bolso? E depois de lavar, eu guardaria?’. Pense nisso antes de descartar.

Outras dicas do Arthur na hora da separação:

  • Guardanapo e papel higiênico – Não são recicláveis, mesmo limpos, pois são feitos para se decompor.
  • Borracha – existem iniciativas de empresas especializadas, porém ainda é necessário uma grande quantidade para viabilizar a reciclagem.
  • Espelho – os vidros de espelhos não são recicláveis.
  • Porcelana, louça e cerâmica – estes materiais tem origem mineral, são rochas e não vidros, portanto não devem ser encaminhados para reciclagem.
  • Panos e tecidos – não há sistema de reciclagem destes materiais em cooperativas. O correto é doar ou reaproveitar.
  • Onde descartar – grande parte dos condomínios já possui sistema de coleta seletiva. Consulte a administradora do seu. Para quem mora em casa, algumas regiões são atendidas pelo sistema de coleta municipal para os materiais recicláveis. Consulte o site da prefeitura.

“Foi muito marcante ver o avanço das crianças ao longo do projeto, conforme elas foram criando suas próprias estratégias e se apropriando do assunto. Foi uma vivência muito importante para o desenvolvimento integral e algo que trouxe uma mudança real não apenas dentro da escola, mas na vida de todas as famílias,” finaliza Alessandra.

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