O contato com a natureza e as descobertas livres

O contato com a natureza e as descobertas livres

Escola Santi

11 Outubro 2017 | 14h19

No projeto Escola Sem Paredes, as aprendizagens ocorrem ao ar livre no Parque do Ibirapuera, em uma parceria entre a Escola Santi e a Umapaz

 

Um dos paradigmas que vem sendo quebrado por educadores neste novo século é o da transmissão de conhecimento ocorrer exclusivamente nas tradicionais salas de aula, no modelo professor à frente diante de alunos enfileirados.

Um exemplo de como as formas de aprendizado vão além dos muros escolares está no projeto “Escola Sem Paredes”, realizado na Escola Santi, localizada no bairro do Paraíso, em São Paulo. Durante um dia, os professores e alunos do T5 (Educação Infantil), com idades entre 04 e 05 anos, deixam a sala de aula e aproveitam o ambiente ao ar livre do Parque do Ibirapuera para interação – por meio de atividades lúdicas – e aprendizado sobre a natureza e questões ambientais.

A vivência é realizada numa parceria entre a Santi e a Umapaz, Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz, que integra o Departamento de Educação Ambiental da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.


Escola Sem Paredes Santi

Projeto inovador

O “Escola Sem Paredes” surgiu com o objetivo de ampliar ainda mais as conexões entre as crianças e a natureza já promovidas nas áreas verdes da Escola Santi, em que os pequenos alunos cuidam do jardim, dos dois jabutis (Inácio e Martin), realizam coletas seletivas, além de utilizar materiais como sementes, folhas secas e galhos nas aulas de artes e nas brincadeiras.

Desta maneira, por meio da participação em cursos e palestras, a equipe pedagógica da Santi sentiu a necessidade de ampliar ainda mais esta conexão, desta vez com o auxílio da Umapaz, instituição com experiência em ensinar por meio da interação com a natureza. A ideia foi aproveitar a proximidade da Santi com o Parque do Ibirapuera e fazer com que a ida não fosse simplesmente um passeio e sim, um “dia de escola”, com vivência, aprendizado e descobertas. Os alunos então são incentivados a fazer observações e ter o olhar desperto sobre a natureza, em atividades de exploração.

“Sabemos do valor das aprendizagens construídas no contato direto das crianças com a natureza. Estudos nos EUA já mostram que, em escolas que usam a natureza como sala de aula, há uma melhora significativa no desempenho dos alunos nas áreas de linguagem, matemática, ciências naturais e sociais. Além disso, vivências na natureza ampliam a capacidade de convivência, autocontrole e autodisciplina, características fundamentais para o sucesso no mundo atual”, explica Adriana Cury Sonnewend, diretora geral da Escola Santi.

Terra e Ar

Na primeira atividade, realizada no mês de agosto no Viveiro Manequinho Lopes, localizado no parque, as aulas foram focadas nos diferentes tipos de utilização da terra. Durante a interação, as crianças colocaram a “mão na terra”, aprenderam sobre desde como plantar sementes e até mesmo como funciona a produção de húmus.

Já na segunda etapa, o ar foi o tema da interação, por meio de brincadeiras e investigações realizadas com materiais de observação cedidos pelo planetário do Ibirapuera. As próximas visitas ao Parque do Ibirapuera estão programadas para os dias 17 de outubro e 21 de novembro, também com atividades voltadas para a exploração dos elementos.

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