Mergulhando na história

Mergulhando na história

Escola Santi

12 Junho 2017 | 14h29

Alunos da Santi estão entre os 15% a passar para a última fase on line da 9ª Olimpíada Nacional em História do Brasil promovida pela UNICAMP

 

“É preciso conhecer o passado para entender o presente e idealizar o futuro”. Essa frase de Heródoto é apenas uma das muitas que falam sobre a importância de conhecer a história do mundo e, principalmente, do seu próprio país. E foi por reconhecer essa importância que a Escola Santi convidou seus alunos de 8° e 9° anos a participarem da nona edição da Olimpíada Nacional em História do Brasil.

A Olimpíada é elaborada anualmente pelo Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas, uma referência na área, e é aberta para jovens do 8º ano ao ensino médio de colégios de todo o Brasil. Na Santi, alunos do 8º ao 9º ano se inscreveram voluntariamente para participar, e foram formados 5 times de três alunos, sob orientação do professor de história, Lucas Oliveira. Da primeira fase, participaram 12.240 equipes.


“A ideia é que eles entrem em contato tanto com conteúdos que eles já viram quanto com temas novos e mais desafiadores. É uma prova muito bem elaborada e que os permite ter mais um espaço onde possam discutir mais, analisar mais, refletir mais e investigar mais a fundo textos históricos e de bons historiadores que estão produzindo e pensando tanto sobre o passado quanto sobre o presente”, resume o professor Lucas.

A Olimpíada é dividida em 5 fases online e 1 fase final presencial, compostas por questões de múltipla escolha e desafios que devem ser respondidos pelos grupos com apoio do professor. Mais de 12 mil equipes do Fundamental 2 e Ensino Médio de escolas de todo o Brasil se inscreveram e, para os jovens da Santi, agora na 5ª fase da Olimpíada, a experiência tem sido extremamente proveitosa, porque, além dos conteúdos, ela também desenvolve outras habilidades, conforme explicam os alunos do 9º ano Gabriel Corrêa e Gabriela Akkari:

“A gente tem a chance de revisar documentos e ler textos cada vez mais difíceis a cada etapa que a gente passa, além de irmos sempre discutindo com as outras pessoas do grupo e até de outros grupos para decidir a resposta mais adequada. O professor não nos dá a resposta, apenas guia as nossas reflexões e isso vai ajudar a gente no futuro.”

Mas outra das participantes da Santi, Laura Ignoto, ressalta que isso não é novidade para eles, já que o processo de analisar documentos e fontes alternativas e debater em sala de aula faz parte constante das aulas de história e de outras disciplinas na Santi. “Nós já aprendemos a ler e a inferir o que diz cada palavra para conectá-la com aquilo que a gente já sabe e isso foi fundamental na hora de responder às perguntas,” diz ela, no que é apoiada por Gabriela:

“Foram essenciais todas aquelas aulas que a gente passou analisando documentos, focando às vezes 30 minutos por parágrafo, porque se a gente não tivesse passado por isso, a gente não ia conseguir ler os documentos das tarefas agora. E o fato de a gente ter debates em aula ajudou a gente a se comunicar com as pessoas e a justificar nossas respostas para ver se estavam certas ou não.”

O interesse e comprometimento de todos os alunos com o tema era visível quando eles se juntavam após as aulas, no Espaço Conexão Santi, para debater e responder em conjunto as perguntas de cada etapa, ou quando contam o quanto estavam pesquisando em casa para a próxima fase. O motivo do interesse ecoa a frase de Heródoto ao dizerem que é importante conhecer a história para poder prever o futuro e poder mudá-lo.

E após tanto esforço, o resultado: 2 das 5 equipes ficaram entre os 30% melhores e 1 delas avançou para a quinta e última fase online, estando entre os 15% melhores do Brasil. As alunas Julia Bacha, Débora Garcia e Isabela Bevilacqua, do 9º ano, fazem parte dessa equipe e falam que o orgulho de ter essa conquista, ao competir com outros alunos de todo o país e muitos mais velhos do que elas, é grande, e a vontade de seguir em frente também.

“Nós não sabemos se vamos chegar até a final, mas estamos muito felizes por chegarmos onde chegamos. Todos se esforçaram muito desde o começo e nós estamos conseguindo nos manter, apesar da dificuldade crescente, e queremos ver até onde conseguimos chegar, porque é algo que nos interessa muito”, finalizam as alunas.