Eu adoro aprender inglês, e a culpa é toda (ou quase toda) do meu professor!

Eu adoro aprender inglês, e a culpa é toda (ou quase toda) do meu professor!

Escola Santi

03 Agosto 2015 | 10h01

Se as suas aulas de inglês quando criança foram divertidas e interessantes acredite: isso não aconteceu só por causa de jogos e filmes.

 

Com o mundo todo conectado, hoje o inglês pode ser decisivo para a vida pessoal e profissional. Quanto mais cedo aprendemos o idioma, mais fácil o captamos e maiores são seus benefícios. Para facilitar este aprendizado, aqui no Brasil o ensino do inglês é obrigatório em todas as escolas, mas nem sempre esta obrigatoriedade é sinônimo de um bom trabalho.

 

O inglês aplicado em sala de aula precisa atender a todos os alunos; tanto os que têm mais facilidade, quanto aqueles com menos experiência acumulada com o idioma. Criar atividades que contemplem essa diversidade e estimulem em todas as crianças o aprendizado de uma língua estrangeira é difícil, por isso, as aulas de línguas exigem planejamento e alguns cuidados específicos para cada faixa etária. Não deve ser exigência que o aluno adquira fluência no idioma, mas sim que ganhe habilidade e confiança para a leitura e para ser capaz de se comunicar sempre que necessário. O professor conduz o processo, mas o sujeito do aprendizado é o aluno.

 

Crianças devem ter o contato com o idioma estimulado desde cedo, inclusive dentro do lugar onde estudam. “Os alunos começam a se acostumar com os sons diferentes da língua materna e, mais pra frente, são capazes de reproduzí-los”, defende Bianca Sgai, professora de inglês do Ensino Fundamental I, na Escola Santi, em São Paulo, onde o processo do ensino da língua inglesa foi reformulado, há alguns anos, para se adequar à proposta pedagógica da escola. “Queremos fazer com que os alunos entendam que a língua é uma ferramenta para a comunicação e tem um uso social. Desta forma, criamos situações cotidianas na sala de aula para as quais as crianças desenvolvem a habilidade de se comunicar em inglês”, continua ela. Para os mais novos, o conhecimento do inglês estimula, inclusive, funções cognitivas.

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Na educação infantil e primeiros anos do fundamental, é importante trabalhar com atividades lúdicas, imagens e jogos; reforçando o vínculo entre os estudantes e o que é ensinado. Trabalhos diferentes podem, também, tornar as aulas mais interessantes. “Crianças pequenas gostam de desenhos, de ouvir histórias, de brincar. Tudo isso pode acontecer nas aulas de inglês. Os recursos, como vídeos, músicas e brinquedos ajudam no trabalho.”, explica Bianca.

 

Porém, o professor deve estar focado, antes de tudo, em mostrar aos alunos que o simples fato de aprender já é algo divertido e instigante. E vale para todas as idades! Como fazer isso? O primeiro passo é definir o que quer ensinar e como transmitir o conteúdo, além de ter muito cuidado na escolha do material didático. É o que defende André Descrovi, professor do Ensino Fundamental 2 da Escola Santi: “O objetivo é que eles aprendam. Uma aula divertida é ótima quando possível, mas é um fator extra”.

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Quando o professor cria um vínculo com suas turmas, ensinar o inglês fica ainda mais fácil e aprendê-lo, mais gostoso. “Esse relacionamento entre professor e alunos é o principal para tornar a aula interessante, e pode ser construído quando inserimos propostas relacionadas ao cotidiano dos jovens nas aulas.”, sugere André. “O foco é trabalhar escrita, fala e leitura; a escola é uma oportunidade para praticarem”.

 

São incontáveis as estratégias para que se aprenda a língua inglesa de forma atraente e natural. Estimular a leitura de livros, apresentar novos vídeos, transmitir curiosidades da língua, cantar e até jogar videogame são algumas destas estratégias. Na Santi, a complexidade do estudo aumenta conforme a maturidade dos alunos. No primeiro ano, por exemplo, o foco está no vocabulário e em ampliar o contato com os sons e com o alfabeto. No segundo ano, também é enfatizada a leitura e a escrita, e quanto as crianças chegam ao terceiro ano já começam a trabalhar diálogos. Pela frente, só aparecem mais desafios. São eles, também, que estimulam o aprendizado.