Vivências com a natureza

Vivências com a natureza

COLÉGIO SANTA MARIA

20 Dezembro 2017 | 07h30

Autoria: Fatima Regina Fernandes Trigo Perazzoli

 

Observar e explorar o ambiente natural que se encontra ao nosso redor nos dá sempre a possibilidade de novas descobertas e, consequentemente, a construção de conhecimentos.

Todos os dias as crianças do Jardim II B do Santa Maria se deparam com uma rica possibilidade de aprender observando  árvores, flores, diferentes pássaros e pequenos animais que habitam os jardins do Colégio. A partir de um destes momentos de interação com a natureza, iniciamos um processo investigativo a cerca de conceitos matemáticos envolvendo o eixo grandezas e medidas.

Tudo começou quando as crianças descobriram alguns pássaros comendo as pitangas que se encontravam caídas no chão do jardim. Curiosas, passaram a observar continuamente a pitangueira, seus frutos e a relatar vivências com esta árvore frutífera.

Durante visita ao jardim, colhemos e degustamos alguns frutos e, em sala, iniciamos uma observação cuidadosa de cada detalhe da pitanga. Nesses momentos, as crianças estabeleceram relações, elaboraram teorias e acionaram seus conhecimentos sobre esta fruta. A partir dessa vivência, uma nova questão desperta a curiosidade do grupo: “A pitanga parece uma abóbora! Ela é muito pequena!” (Laís).

E para comprovarmos esta teoria, as crianças foram instigadas a buscarem novas informações comparando a abóbora com a pitanga. Nestas ocasiões estabeleceram relações entre o peso, o formato, o tamanho, a cor, o aroma e o sabor destes frutos.

“Eu senti que ela tem um cheiro muito bom!” (Clara cheira a pitanga).

“Ela virou grande!” (Gabriela observa a pitanga com sua lupa).

“Ela é cheirosa!” (Gabriel).

“Gente, essa é muito pequeninha!” (Laís).

“Fá, eu acho que eu já sei uma coisa diferente da abóbora e da pitanga. A abóbora é grande e a pitanga é pequena.” (Giovanna).

 “Nós descobrimos que ela (abóbora) é muito grande.” (Júlia).

“A abóbora é gigante.” (Raul).

“Olha o peso dela. É muito pesada!”  (Fernanda levanta a abóbora com as mãos).

“Fá, vamos pesar a abóbora?” (Clara).

“Fatima, a gente pode pesar com aquela balança de culinária que você trouxe!” (Raul).

 

Partindo do conceito de peso da pitanga e da abóbora, uma teia de relações e saberes se formou, possibilitando ao grupo prosseguir com as investigações explorando o peso de alguns objetos e, por fim, o peso corporal de cada um.

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