Telêmaco Borba: alimento para a alma

Telêmaco Borba: alimento para a alma

COLÉGIO SANTA MARIA

28 Agosto 2015 | 11h45

Trabalho voluntário realizado pelo Ensino Médio nas férias desvenda realidade de diferentes comunidades

Todos os anos alguns dos alunos do Santa Maria que, ao longo do Ensino Médio, se dedicam voluntariamente a trabalhar em Hospitais, Casas de Acolhimento para Idosos, ONGs e Abrigos para Crianças decidem reservar também parte de suas férias a conhecer outras realidades sociais e culturais para, dentro do possível, contribuir na sua melhoria.

A viagem deste ano ocorreu entre os dias 20 e 28 de julho e o grupo de 26 alunos com o apoio dos motoristas, dois ex-alunos e dois professores conheceu alguns dos trabalhadores, doentes, crianças, sem-terra, idosos, pessoas com deficiências, adictos, enfim, inúmeras pessoas marginalizadas da sociedade rural de Telêmaco Borba, no Paraná, e de cidades vizinhas.

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“Em alguns casos pudemos apenas dar voz às suas histórias, ou oferecer uma palavra amiga, nosso canto ou nossa solidariedade. Noutros casos passamos tardes com crianças em meio a cantos de roda, brincadeiras, histórias, músicas e oficinas tentando contribuir com a construção das relações entre elas e com sua escola e professores. Em todos os casos saíamos com o compromisso de multiplicar suas experiências e de nos engajarmos nas suas lutas sociais, políticas ou mesmo ambientais”, relata o professor Henrique Genereze, que acompanhou o grupo.

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Lá a reação rotineira de virar os olhos para a desigualdade era impossível. Virar os olhos para onde, se as crianças que o grupo fazia sorrir também sofriam por nascerem naquela realidade? Se, no cumprimentar das mãos, os calos contavam pelos trabalhadores das suas lutas corriqueiras? E se eram essas mesmas mãos que preparavam a comida a todos e, por vezes, se juntaram às brincadeiras de roda e nas orações?

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“Senhor, dai pão a quem tem fome e fome de justiça a quem tem pão.”

“Como professor acompanhante, só tenho a agradecer esses alunos e a população de Telêmaco que tão bem nos acolheu e que me renovaram as esperanças de que é possível a construção de uma cidadania que reconheça no outro a integridade humana que reconhecemos em nós mesmos”, declara Genereze.