Oficina de Fotografia

Oficina de Fotografia

Colégio Santa Maria

06 Outubro 2017 | 07h30

Autoria: Marcos Vinícius Appollo

Tivemos mais uma experiência no Ensino Médio que faz com que a nossa escola seja diferenciada: e isto nos remete a uma característica, não a uma qualidade ou defeito. Muitos pregam que a escola não sofreu mudanças ao longo dos anos, ou seja, é recorrente o discurso de que ela tem a mesma formatação que as de séculos atrás. Realmente há muitos aspectos que precisamos investigar, acompanhar e nos atualizar em relação ao processo de aprendizagem de nossas(os) alunas(os), tanto temporal quanto espacialmente.  Mas, ao mesmo tempo, precisamos ter olhos também para as mudanças que aconteceram – mais especificamente neste relato, no Ensino Médio do Colégio Santa Maria: existem algumas dezenas de atividades que fogem do currículo normal (como Interclasses, Sarau, Simulações, Observações noturnas, Olimpíadas e tantas outras), muitas delas apresentadas neste blog pelas(os) queridas(os) companheiras(os). Dentro desta lista de atividades está a Oficina de Fotografia, oferecida este ano aos nossos estudantes das três séries.

A fotografia, como muitas outras manifestações artísticas, requer sensibilidade e conhecimento técnico. Ambos são essenciais para um bom resultado e, mais do que isso, a falta de uma dessas habilidades compromete totalmente o resultado de uma boa foto. Não adianta ter uma sensibilidade muito apurada ao perceber que uma situação pode produzir uma foto digna de um prêmio se a(o) fotógrafa(o) não dominar os recursos da câmera. O contrário também é verdadeiro: não serve de nada conhecer a fundo os recursos técnicos da máquina, caso não exista a sensibilidade do olhar.

O objetivo principal desta oficina estava voltado para a questão técnica, uma vez que é essencial que se façam escolhas intencionais e corretas nos ajustes da máquina fotográfica a fim de que a foto seja a mais artística e/ou fiel possível à cena que se deseja registrar.

Por isso, a oficina foi destinada a estudantes das três séries que dispunham de uma máquina fotográfica com ajustes manuais onde elas(es) puderam perceber o resultado obtido a partir das escolhas de cada um destes ajustes, ou seja, NÃO usar a máquina fotográfica no “botão verde” (automático), em que se delega ao equipamento a definição de quase todos os ajustes para que a foto seja tirada.

Foram dois encontros: um deles mais teórico, onde pude aproveitar para tratar dos princípios ligados à óptica – uma vez que sou professor de Física. E um segundo, usado para a prática, quando aproveitamos o privilégio de um espaço tão bonito do nosso Colégio para fazermos os nossos “cliques”.

Na foto (tirada por Vitor Andrade), podemos ver Mariana Boccia recebendo algumas orientações durante a segunda etapa da oficina. No detalhe temos uma experiência do efeito lighting painting que também foi abordado no curso.