De braços abertos – Jogos da Amizade

De braços abertos – Jogos da Amizade

COLÉGIO SANTA MARIA

11 Abril 2018 | 07h30

Autoria: Eliane Lima

 

“Preciso de alguém que me olhe nos olhos quando falo. Que ouça minhas tristezas e neuroses com paciência. E, ainda que não me compreenda, respeite meus sentimentos. Preciso de alguém que venha brigar ao meu lado sem ser convocado. Alguém amigo suficiente para me dizer as verdades que não quero ouvir…” Charles Chaplin

 

A reflexão da frase acima traz à tona a importância das relações e interações na Educação Infantil. Relações de amizade, cumplicidade, de olhar nos olhos e entender o que o “outro” precisa. Alguém amigo o suficiente para formar parcerias, ajudar a superar dificuldades e compartilhar aprendizagens.

Pensando nesse valor e em dois grandes pilares – aprender a conviver, aprender a ser –, a Educação Infantil do Santa Maria organizou uma manhã para que as turmas, convivendo, trocassem saberes e aprendessem com o outro.

Em diferentes atividades, trouxemos um pouco das crianças da Nigéria, do Senegal, da Grécia, da Alemanha, do Japão, do Brasil… Um pouco das diferentes culturas para ampliar referências e compor uma manhã de experiências e poéticas a respeito do “Eu, o outro e o nós!”.

Proximidades que garantiram momentos de parceria e comunhão entre crianças de 2 a 6 anos, que brincaram de equilíbrio em cordas baianas; jogaram futebol, basquete, arremesso; enfrentaram desafios em circuito e tocaram o “outro” num momento de contemplação e relaxamento.

 

Momentos em que percebemos as crianças integradas e transformando cada possibilidade em uma oportunidade de encontro e aprendizagem. Percebemos o quanto o cuidado, aqui neste contexto, significa pensar no outro, e trouxe nossos olhares para a preparação dos espaços, dos territórios e das pesquisas que envolveram os grupos. Cuidado, então, que para nós, professoras da Educação Infantil, significa entrega, solicitude, atenção, zelo e empatia.

 

Como diz Boff (2005), “cuidado implica um modo de ser mediante o qual a pessoa sai de si e se centra no outro com desvelo e solicitude!”.