Da necessidade da leitura

Da necessidade da leitura

COLÉGIO SANTA MARIA

07 Agosto 2015 | 07h00

Trabalho no Ensino Médio objetiva prazer na leitura, conscientização e reconhecimento do valor das obras literárias

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Apesar de os meios de comunicação estarem cada vez mais presentes na vida do jovem, afastando-o de atividades mais contemplativas como a leitura de livros, o ato de ler se torna cada vez mais essencial, pois todos os veículos de comunicação pressupõem leitura consciente e atenta.

Refletindo a necessidade da leitura imposta pela sociedade, que, em determinada fase do jovem tem a ver com o vestibular, as aulas de Literatura do Ensino Médio no Santa Maria têm como objetivos: despertar o interesse pela leitura, tornando-a um ato de deleite, fazer com que se perceba a atualidade dos textos clássicos, mostrar que os temas presentes nessas obras especiais encontram ecos em seu cotidiano e resgatar a leitura como forma de entretenimento.

A leitura é extremamente importante para a aprendizagem. É por meio dela que se amplia o vocabulário, obtém-se conhecimento de todas as áreas do saber, aprende-se a transformar ideias em texto escrito, torna o raciocínio mais dinâmico e versátil e dá maiores dimensões à interpretação e ao entendimento do mundo e dos textos que circulam na sociedade.

“A leitura proporciona o autoconhecimento e o conhecimento do outro, de instâncias da complexidade do ser humano que o contato direto entre as pessoas nem sempre permite. Dessa forma, os livros abrem a perspectiva para o comportamento ético e para uma convivência harmoniosa entre as pessoas e com o meio em que se vive”, defende o professor de Literatura do Santa Maria, Fábio Zapata Moreno.

“De todas as atividades que desempenhamos, não há uma sequer que se compare à leitura de obras literárias”, completa Moreno. Se não for através da leitura, como entrar em contato, de forma profunda, com o grau máximo da complexidade do ser humano que transparece em obras como Memórias póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro, de Machado de Assis, ou de São Bernardo, de Graciliano Ramos? Como ter acesso às lembranças de uma criança de forma tão poética como o angolano Ondyaki fez em Os da minha rua? Como entrar em contato com os problemas sociais de nosso país da forma artística como são trabalhados em Vidas secas, de Graciliano Ramos, em Capitães da Areia, de Jorge Amado, e em O Cortiço, de Aluísio Azevedo?