Crianças querem mais que espaço…

Crianças querem mais que espaço…

Colégio Santa Maria

18 Fevereiro 2016 | 07h31

Autora: Eliane Lima 

Como preparar espaços para a chegada das crianças com a intenção de promover o protagonismo, a autonomia e o sentimento de pertença? Transformá-los em ambientes educadores?

Pensando nessas questões e, em muitas outras, as professoras do Jardim II da Educação Infantil do Colégio Santa Maria, como proposta pedagógica, reorganizaram as salas de aulas; optaram pela ideia de se tornarem espaços relacionais nos quais o conhecimento e a aprendizagem estivessem permeados pelas vivências lúdicas, descobertas e possibilidades de experimentação.

Espaços em que as crianças, nas interações e diálogos estabelecidos, deixassem marcas e contextos, evidenciassem valores comuns e compartilhassem experiências educativas. Cantos (dentro e fora da sala) construídos e desconstruídos dependendo do crescimento e das conquistas das turmas.  Portanto, mais que objetos, móveis, materiais didáticos e decorativos, ofereceu-se parceria às crianças para atuarem com as professoras na organização destes “ambientes”, pensando que… “Espaços referem-se a locais e ambientes envolvem afetos, relações, acolhimentos e narrativas; histórias de um, de todos, do grupo.”

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As turmas foram convidadas a habitarem estes ambientes, a fazerem escolhas, a perceberem na convivência oportunidades privilegiadas de lidarem com conflitos, frustrações, limites, descobertas dos outros, nascimento de amizades; tudo por meio de atividades organizadas e apoiadas em materiais diversos e nas interações sensíveis e planejadas pelas professoras.

Ferramentas da ação pedagógica capazes de promover aprendizagens significativas e, principalmente, boas oportunidades de se promover a brincadeira simbólica, a atuação de papéis sociais, a formação de valores, a educação emocional (do afeto) e o protagonismo infantil.

Afinal, como diz Lina Forneiro (1988): “O ambiente fala, transmite-nos sensações, evoca recordações, passa-nos segurança ou inquietação, mas nunca nos deixa indiferentes.”

Enfim, espaços e ambientes (nós e crianças) que têm a potência educadora por contemplar as diferenças, valorizar os saberes, alimentar a imaginação, permitir a autoria e o surgimento de projetos pedagógicos.

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