Mas, afinal, o que se aprende em uma aula de Circo?

Mas, afinal, o que se aprende em uma aula de Circo?

Colégio Santa Maria

03 Outubro 2017 | 07h30

Autoria:  Cristiane Cassoni Gonçalves Santos

A aprendizagem motora é um processo que se inicia, basicamente, pela identificação no movimento espelhado ou copiado de quem o apresenta, mas nas atividades circenses, os movimentos são estimulados, em sua maioria, a serem espontâneos e criativos.

A diversidade e a complexidade das atividades circenses constituem o ponto de partida de qualquer reflexão e simultaneamente são geradoras de grandes dificuldades para os estudos aprofundados na temática.

A história registra o nascimento das artes circenses na China. Foram descobertas pinturas de 5.000 anos atrás, de acrobatas, equilibristas e contorcionistas. Suas práticas não buscavam uma economia de energia do movimento e, sim, ter no corpo o entretenimento, a espontaneidade, liberdade – que fora aprisionada pelas doutrinas – buscando renascer antigas formas, bem como advento de novas, despertando, sobretudo, para as dissonâncias da sociedade naquela época.

Respeitando a natureza das atividades circenses, nas aulas de circo dos cursos extracurriculares do Santa Maria, os alunos são estimulados a conhecer todas as modalidades circenses: aéreas, acrobáticas, manipulação e equilíbrio, com o objetivo de estimular o processo criativo individual de cada criança e proporcionar liberdade de expressão.

A essência das modalidades circenses é ousar, encantar e trabalhar para trazer novas possibilidades de gestos, ações e práticas humanas. Há nelas algo de convulsivo que se expressa em outra lógica, estimulando um olhar, uma postura, um comportamento crítico.

Isso ocorre porque as manifestações da cultura corporal circense propiciam ao corpo experimentar uma rede de signos (liberdade, desafio, aventura) a partir da vivência das diversas sensações (medo, suspense, alegria etc).

Enfim, uma aula de circo permite a vivência de desafios, da superação, das realizações e da potencialização das capacidades motoras por meio de práticas prazerosas. Tal fato reflete significativamente no desenvolvimento não apenas das capacidades físicas, mas também o desenvolvimento da autonomia e da confiança individuais, o que, é claro, abre novas oportunidades de socialização.