A importância do desenvolvimento motor na Educação Infantil
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A importância do desenvolvimento motor na Educação Infantil

Colégio Salesiano

08 Março 2018 | 09h20

Por Flavia Sant’ Anna *

A Educação Infantil é a primeira etapa da educação escolar na qual a criança tem a possibilidade de interagir com outras crianças e com adultos fora do convívio familiar.

Durante a infância, a criança começa construir suas experiências motoras. Nesse processo de desenvolvimento ocorre uma junção dos movimentos construídos pela criança com os movimentos culturais e sociais que cada uma possui, levando em conta que essa construção depende tanto dos recursos biológicos, psicológicos e condições do meio em que ela vive.

A criança se desenvolve por meio do movimento que surge muitas vezes porque a criança tende a imitar os adultos que a rodeiam ou se inspiram em outras crianças para executar suas práticas.

A Educação Física adquire um papel importantíssimo à medida que ela pode estruturar o meio ambiente adequado para a criança, oferecendo experiências que resultam num grande auxiliar e promotor do desenvolvimento humano, em especial ao desenvolvimento motor, garantindo a aprendizagem de habilidades específicas.

Por meio dos movimentos, a criança vai aprendendo a pensar e planejar a sua movimentação e, ao mesmo tempo, vivendo cada um deles, não só utilizando o lado motor, mas também o cognitivo para planejá-los de acordo com suas necessidades e limites.

O movimento não acontece sozinho, pois toda ação tem uma intenção, podendo ser expressiva ou funcional. É determinado sempre pela sua dimensão cultural como, por exemplo: uma dança, um jogo que utilize um gesto ou movimento sustentado por um significado.

Segundo Gallahue (2005), o período da infância é de dois aos dez anos de idade e é dividida em três fases: o período de aprendizagem (24 – 36 meses), a infância precoce (3 – 5 anos) e a infância intermediário-avançada (6 – 10 anos).

Como educação do movimento compreende-se a realização de atividades motoras que visam ao desenvolvimento das habilidades (correr, saltar, saltitar, arremessar, empurrar, puxar, balançar, subir, descer, andar), da capacidade física (agilidade, destreza, velocidade, velocidade de reação) e das qualidades físicas (força, resistência muscular localizada, resistência aeróbica e resistência anaeróbica). Portanto, essa educação prioriza o aspecto motor na formação do educando. No ambiente educacional, esse trabalho pode ser distribuído ao longo de todo período escolar, a ênfase, entretanto, ocorre nas séries finais do Ensino Fundamental quando as características psicológicas e fisiológicas dos alunos correspondem às especialidades dessa proposta (MATTOS, 1999).

O que se espera é que as crianças possam da melhor forma possível apresentar em cada período de vida uma boa qualidade de movimentos. Afinal, a Educação Física não é apenas educação do ou pelo movimento, é Educação de corpo inteiro, é um corpo em relação com outros corpos e objetos no espaço.

 

* Flavia Sant’ Anna é Professora de Educação Física do Colégio Salesiano Santa Teresinha