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Um computador e 90 dólares: alunos criam jogo para recuperação de idosos vítimas de AVC

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Poliedro

15 Março 2016 | 15h28

Tecnologia funciona como um Kinect e tem auxiliado no tratamento de pacientes vítimas de AVC, com dificuldades motoras ou demência.

Um aparelho com tecnologia semelhante a um dispositivo Kinect é a nova aposta das pesquisas de alunos do Colégio Poliedro, de São José dos Campos (SP), para auxiliar na terapia ocupacional e fisioterapia de pacientes vítimas de AVC, com dificuldades motoras ou demência. O jogo está em fase de testes com os pacientes do Hospital REGER Geriatria.

A primeira fase do projeto é feita com um dispositivo de reconhecimento de gestos de alta precisão, chamado leapmotion. Por meio do equipamento, os movimentos das mãos e dos dedos do paciente são reproduzidos na tela do computador ou TV, permitindo criar exercícios mentais e motores. “Tivemos alguns encontros entre alunos e idosos e agora estamos em busca de parametrizações. Mas a percepção é que o idoso já consegue, sob o estímulo do jogo, se concentrar mais tempo e executar mais repetições dos exercícios”, afirma o consultor de Tecnologia e Inovação do Poliedro, Massayuki Yamamoto.

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Em termos financeiros, a tecnologia possui baixo custo para o tratamento. É necessário um computador de desempenho médio e o dispositivo de gestos, que custa cerca de 90 dólares.

Os testes são realizados com a supervisão da terapeuta ocupacional do Hospital, Mirian Pereira. Para ela, essa fase inicial já vem demonstrando bons resultados, especialmente pelo próprio contato do idoso com os jovens. “O idoso se esforça para mostrar o seu potencial e os estímulos das habilidades necessárias para cada jogo, como atenção, percepção corporal, coordenação motora fina, raciocínio, entre outras”, afirma Mirian.

Para os alunos envolvidos, descobrir novas tecnologias e ver o bem-estar dos idosos é muito estimulante. “É um projeto muito interessante e eu estou feliz por participar, pois sinto que estou ajudando pessoas, principalmente idosas, que estão se esforçando para se recuperar de doenças debilitantes. O mais importante do projeto, além do aprendizado, é conseguir contribuir para que essas pessoas se recuperem ou consigam retardar o aparecimento de doenças”, disse o aluno Uriel Paiva.

Outro aluno envolvido no projeto, Henrique Lavieri, acredita que essa troca é importante para os dois lados. “Para nós é uma grande oportunidade para adquirir e aprimorar conhecimentos na área da saúde e na área de programação. Para os pacientes que sofreram um AVC ou que são portadores de doenças debilitantes, como a demência, a utilização dos aplicativos torna as sessões de terapia ocupacional mais descontraídas e até mais eficientes”, ressalta.

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Demais etapas preveem casa com sensores e monitoria cerebral – A segunda fase do projeto seria a criação da “casa segura”, um sistema de sensores espalhados pela casa do idoso, que ainda tem autonomia, controlado por um smartphone, que avisará o idoso se ele esquecer um fogão ligado, lâmpada acesa ou torneira aberta ao sair de um cômodo para o outro, entre outras situações. Em caso de queda, alertas serão emitidos para os parentes ou cuidadores.

Já a terceira fase, ainda considerada uma possibilidade futura, seria a monitoria cerebral dos estímulos dos exercícios feitos pelos aplicativos, através de uma bandana com sensores.

Mais Informações: http://sistemapoliedro.com.br/saladeimprensa/atendimento-a-imprensa/

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